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Desembargadora nega suspender efeitos da condenação de Lula


Imagem: Leonardo Benassatto / Reuters

















A vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), desembargadora
 Maria de Fátima Freitas Labarrère, negou nesta sexta-feira, 4, recurso da defesa de Lula
 para que fosse suspensa a decisão da 8.ª Turma da Corte que condenou o ex-presidente
 a 12 anos e 1 mês de reclusão, com a execução provisória da pena de prisão.

Lula cumpre a pena desde 7 de abril em uma sala especial no último andar do prédio-sede
 da Polícia Federal em Curitiba, berço da Lava Jato.
Segundo a desembargadora Labarrère, ’embora presente o periculum in mora 
(perigo na demora) decorrente da prisão do réu, não estão preenchidos os demais requisitos 
necessários ao deferimento da medida’ – a possibilidade de admissibilidade dos recursos
 junto aos tribunais superiores e a probabilidade de acolhimento das teses levantadas pela 
defesa.

“Vale dizer, somente com argumentos sólidos e passíveis de acolhimento pelas instâncias 
superiores, do ponto de vista da legalidade e constitucionalidade, é que se pode 
obstaculizar o cumprimento do julgado emitido pela Corte Regional”, afirmou a 
vice-presidente.

A defesa alegava que teria havido ‘violação ao juiz natural’, ou seja, que a 13.ª Vara Federal
 de Curitiba – conduzida pelo juiz Sérgio Moro – não seria competente para julgar os casos 
que envolvem a Operação Lava Jato.

Os advogados de Lula sustentam a suspeição de Moro e a ‘inobservância do princípio da ampla
 defesa, a atipicidade e equívocos na dosimetria da pena’.

Moro aplicou nove anos e seis meses para o petista por crimes de corrupção passiva e
 lavagem de dinheiro. A sanção foi ampliada pelo TRF-4 para 12 anos e um mês, em julgamento
 realizado em janeiro.

Na ocasião, os magistrados já deixaram expressa a ordem para prisão do petista tão logo 
esgotados os recursos cabíveis na Corte federal.

Da interposição dos recursos especial e extraordinário aos tribunais superiores, o que já 
ocorreu neste processo, até a decisão de admissibilidade ou não, as pretensões da 
defesa devem ser analisadas pela vice-presidência do TRF4.

No caso deste pedido de atribuição de efeito suspensivo aos recursos especial e 
extraordinário, os advogados, na prática, requeriam a suspensão dos efeitos da
 condenação de Lula, inclusive da pena de prisão.

Política na Rede

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