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Juiz indicia Cristina Kirchner e seus filhos por lavagem de dinheiro


Imagem: Reprodução / Redes Sociais




















Um juiz indiciou nesta segunda-feira, 14, a ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner 
(2007-2015) e seus filhos, Máximo e Florencia Kirchner, por lavagem de dinheiro e formação
 de quadrilha, em um caso de supostas irregularidades com empresários por meio da 
empresa familiar Hotesur.

Esse é o quinto indiciamento de Cristina, que tomou posse como senadora em dezembro.
 A investigação do Caso Hotesur apura se a família da ex-presidente recebeu 
pagamentos de empresários, ligados a projetos de obras públicas, por meio de aluguel de 
quartos de um hotel administrado por uma empresa de Cristina e seus dois filhos – a
 Hotesur –, na Patagônia. 

Uma das hipóteses investigadas é a de que Cristina e seu marido, Néstor Kirchner, 
ex-presidente que morreu em 2010, e seus filhos receberam dinheiro por meio do aluguel 
de quartos, em um negócio “aparentemente legítimo”. 

De acordo com o juiz, a renda desses aluguéis “ocultou sua verdadeira origem ilícita”.
 Segundo o jornal Clarín, as transferências incluiriam os US$ 4,6 milhões da filha de
 Cristina embargados há dois anos no Banco Galicia. 

Em março, Ercolini já havia determinado uma intervenção na companhia hoteleira.
 Na ocasião, ele afirmou que a Hotesur tinha sido uma das companhias por meio das 
quais a família Kirchner “teria recebido periodicamente dinheiro obtido mediante fraude
 contra o Estado nacional”.

Em novembro, Cristina prestou depoimento sobre o escândalo Hotesur. Diante dos 
investigadores, ela negou todas as acusações e afirmou que as atividades da
 empresa familiar eram legais. Segundo Cristina, as denúncias eram frutos
 de “perseguição” política. 

O processo começou em novembro de 2014, após uma denúncia da então deputada
 Margarita Stolbizer. De acordo com o juiz, tudo começou em razão da necessidade 
de Néstor e de Cristina de obter dinheiro “limpo” para “justificar a compra dos hotéis 
Alto Calafate e Las Dunas, na Província de Santa Cruz, reduto do casal. 

Em março, o mesmo juiz já havia determinado que Cristina será levada a julgamento oral
 pela acusação de formação de quadrilha em relação à concessão de obras públicas durante 
seu governo. Neste caso, também estão envolvidos o ex-ministro de Planejamento 
Julio de Vido e o empresário Lázaro Baez, amigo da família.

Cristina também foi indiciada – e com uma ordem de detenção que não foi executada
 em razão da imunidade parlamentar – pelo suposto acobertamento de funcionários do 
governo iraniano suspeitos de cometer um atentado contra uma associação judaica de
 Buenos Aires que deixou 85 mortos, em 1994.

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Informação do Jornal da Cidade