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Lava Jato prende suspeito de ser 'homem da mala' de Geddel


Imagem: Pedro Ladeira / Folhapress


















A nova fase da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, deflagrada nesta
 quinta-feira (3), prendeu em Brasília um doleiro apontado por Lúcio Funaro 
como a pessoa que fez entrega de dinheiro ao ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB), 
apurou a Folha de S. Paulo.


Essa suposta entrega de dinheiro está sendo investigada em um dos inquéritos em
 que o presidente Michel Temer é alvo no STF (Supremo Tribunal Federal).


Em outubro de 2017, o operador financeiro Lúcio Funaro disse à Procuradoria-Geral 
da República ter direcionado R$ 1 milhão a Geddel, dinheiro que teria recebido do
 advogado José Yunes, ex-assessor especial de Temer.

Segundo Funaro, o dinheiro foi enviado por meio de um doleiro sediado no Uruguai
 que prestava serviço para ele, chamado Tony. Esse doleiro teria feito o trabalho de 
"logística" –receber o dinheiro em São Paulo e entregá-lo em Salvador: 
"Ele [um funcionário do doleiro Tony, de nome "Júnior"] entregou no comitê do 
PMDB da Bahia para o próprio Geddel", disse Funaro.


Funaro disse também que não tinha a exata identificação de Júnior --o doleiro preso
 nesta quinta--, “pois tal pessoa era mencionada apenas dessa forma”.


Funaro entregou às autoridades anotações que, segundo ele, comprovam a entrega de 
R$ 1,2 milhão em Salvador no dia 3 de outubro de 2014, às vésperas das eleições 
daquele ano.


Ele disse que quase a totalidade da movimentação financeira com Geddel foi identificada 
pela PF, que rastreou movimentações diárias, abastecimento de aeronave e hangar em
 Salvador, além de hospedagem em hotel. Geddel afirma que a história não é verdadeira 
e que não conhece nenhuma pessoa chamada Junior no contexto referido por Funaro.

Folha Política

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