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Marcelo Odebrecht confirma que negociou propina de R$ 50 milhões com Mantega e Palocci para campanha de Dilma


Imagem: Reprodução




















Em depoimentos a procuradores em abril, o empresário Marcelo Odebrecht implica integrantes 
da atual cúpula da empresa no pagamento de propina para aprovar em 2009 o chamado "Refis
 da Crise", um pacote de medidas provisórias para um projeto de refinanciamento de dívidas
 tributárias que beneficiava grandes exportadoras.

Após citar o esquema, Marcelo diz que os atuais vice-presidentes Maurício Ferro (jurídico),
 Newton de Souza (conselho) e Marcelo Lyra (comunicação), além do diretor-jurídico da 
construtora do grupo, Adriano Maia, podem elucidar e corroborar os assuntos que 
tratam de "contrapartidas no âmbito do governo e do Congresso Nacional".

Nunes ressalta que a legislação brasileira exclui das disputas eleitorais pessoas condenadas em
 segunda instância e acrescenta que os signatários, "ao sugerirem que seja feita exceção
 ao ex-presidente Lula, esses senhores pregam a violação do Estado de direito".

"Fariam isto em seus próprios países? Mais do que escamotear a verdade, cometem 
um gesto preconceituoso, arrogante e anacrônico contra a sociedade brasileira e seu compromisso 
com a lei e as instituições democráticas", conclui.

O apelo em favor do petista foi assinado pelo ex-presidente francês François Hollande, o 
ex-primeiro-ministro socialista belga Elio Di Rupo, os ex-presidentes do Conselho italiano
 social-democratas Massimo d'Alema, Enrico Letta e Romano Prodi, bem como o ex-chefe do
 governo espanhol José Luis Rodríguez Zapatero.

Os líderes afirmaram que "a prisão precipitada do Presidente Lula, incansável artífice da 
redução das desigualdades no Brasil, defensor dos pobres de seu país 
" só pode despertar nossa emoção"


E pediram "solenemente que o Presidente Lula possa amanhã se apresentar livremente
 ao sufrágio do povo brasileiro" nas eleições presidenciais de outubro.

Lula, que foi duas vezes presidente do Brasil (2003-2010) e é o favorito nas pesquisas para as 
eleições de outubro, cumpre desde abril uma pena de 12 anos e um mês de prisão por 
corrupção e lavagem de dinheiro.

O líder da esquerda, que se declara inocente, enfrenta outras seis acusações judiciais.

O Partido dos Trabalhadores (PT) mantém sua candidatura, que será analisada em agosto
 pela Justiça eleitoral.

De acordo com a legislação brasileira, sua condição de condenado em segunda instância
 deve excluí-lo da disputa, embora seus partidários afirmem que esgotarão todos os recursos
 disponíveis para que ele possa ser candidato.

Folha Política


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