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Ocupação do Exército, Marinha e Força Aérea no Porto de Santos será mantida

Segundo o comando da operação, a ocupação será mantida enquanto houver o risco de
novas  ações dos caminhoneiros.

Por G1 Santos

31/05/2018 20h30





Exército e Marinha reforçam a segurança no Porto de Santos



A ‘Operação Caiçara’, como foi batizada a ação de ocupação dos principais acessos ao Porto de Santos, no litoral de São Paulo, será mantida por tempo ainda a ser determinado. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (31), pelo general da 1ª Brigada de Artilharia Antiaérea Alexandre Porto, durante coletiva à imprensa.


Os caminhoneiros autônomos estão concentrados há 11 dias na área da Alemoa e na Rua do Adubo, dois dos principais acessos ao Porto de Santos, no litoral de São Paulo. Na manhã desta quinta-feira, 1.500 militares da Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira, com apoio da Polícia Militar do Estado de São Paulo e da Polícia Rodoviária Federal, chegaram aos locais com veículos blindados para fazer a segurança nos acessos ao Porto e garantir a saída dos caminhões que ainda estavam dentro dos terminais.


Segundo o comando da operação, a ocupação será mantida enquanto houver o risco de novas ações dos caminhoneiros. Apesar da aglomeração no local, não há bloqueios e não houve confronto entre as forças que ocupam as vias e os manifestantes.



Veículos blindados são posicionados nos acessos ao Porto de Santos, SP (Foto: Reprodução/TV Tribuna)



Operação


Desde as 7h desta quinta-feira, fuzileiros foram espalhados pelo Porto de Santos para providenciar a escolta de caminhoneiros que queiram entrar ou deixar o cais para seguir viagem, com ou sem carga. São pelo menos três pontos de concentração dos militares, dois na Margem Direita, em Santos.

Um dos pontos é o bolsão de caminhões em frente à Capitania dos Portos. Tudo com o objetivo de oferecer normalidade às operações do modal rodoviário no Porto de Santos.

Em nota, o Governo Federal informou que a ação ocorre em conformidade com o Decreto Presidencial n° 9.382, que autorizou o emprego das Forças Armadas para a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) na desobstrução de vias públicas até o dia 4 de junho.



Veículos blindados são posicionados nos acessos ao Porto de Santos, SP (Foto: Solange Freitas/G1)


Na noite de quarta-feira (30), a continuidade da paralisação já havia sido discutida com a categoria após encontro com o governador Márcio França (PSB), que esteve no acesso ao cais para ouvir as reivindicações dos profissionais. A categoria está paralisada há 11 dias e quer que o Governo Federal reduza a taxa dos impostos aplicada aos combustíveis

França ouviu as reivindicações da categoria por meio do presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista (Sindicam), Alexsandro Viviani, e, após uma negociação frustrada, os caminhoneiros decidiram permanecer na Alemoa.



Militares fazem a segurança no acesso ao Porto de Santos, SP (Foto: Solange Freitas/G1)



Segurança


Na tarde de quarta-feira, militares do Exército e soldados da Tropa de Choque da Polícia Militar foram deslocados para o acesso ao Porto de Santos. A mobilização das tropas ocorreu para garantir a passagem de aproximadamente 100 caminhões-tanque que estavam parados nos terminais da região.

A movimentação começou por volta das 17h e, no início da noite, todos os caminhões já haviam deixado o cais. Desde sábado (26), o Exército e a Marinha do Brasil estão mobilizados na região portuária como parte do decreto presidencial.

Caminhoneiros que estavam parados há dez dias no local observaram a chegada dos militares e, também, viram a saída de caminhões-tanque do complexo cheios de combustíveis. Não houve tumulto ou necessidade de intervenção, mas alguns motoristas aplaudiram as tropas e gritaram contra os colegas que saíam escoltados.



Caminhões-tanque foram escoltados para postos da Baixada Santista (Foto: José Claudio Pimentel/G1 Santos)


Greve


A greve dos caminhoneiros começou em 21 de maio em todo o Brasil. Os profissionais pedem a redução no valor dos combustíveis e o aumento do preço do frete. Na Baixada Santista e no Vale do Ribeira, a categoria também se mobilizou em rodovias e nos acessos ao Porto de Santos.

No sábado, por conta do decreto presidencial para a Garantia da Lei e da Ordem, o Navio-Patrulha Macaé (P70) atracou no cais santista com 22 fuzileiros como medida emergencial.


No domingo (27), outros 260 fuzileiros navais chegaram a Santos no Navio Doca Multipropósito Bahia (G40). Vindo do Rio de Janeiro, ele chegou com sete caminhões para transportar tropas, três blindados e dois helicópteros.

Ainda no domingo, um dos helicópteros sobrevoou o complexo portuário para fazer o reconhecimento de eventuais pontos de protesto no cais, segundo o Comando do Exército, procedimento que se repetiu até esta quarta-feira.

O presidente Michel Temer (MDB) anunciou, na noite de domingo, novas medidas para a redução no valor do diesel, em mais uma tentativa de por fim à paralisação que, além de prejudicar o abastecimento de combustível, gerou prejuízo superior a R$ 370 milhões no Porto. Estima-se que 250 mil toneladas de carga em contêineres deixaram de ser embarcadas.



Fuzileiros navais foram deslocados para o Porto de Santos, SP (Foto: G1 Santos)
    G 1

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