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Presidente da corte Interamericana de Direitos Humanos é acusado de agressão e assédio



Roberto Caldas (esquerda) foi indicado por Dilma para
a Corte Interamericana de Direitos Humanos
Imagem: Reprodução / Redes Sociais




















O juiz e presidente da Corte Interamericana de Direitos Humanos, Roberto Caldas, 
foi acusado pela ex-mulher, Michella Marys Pereira, de espancamento, ameaça de
 morte e assédio sexual. Na última quarta-feira, conforme revelou a revista "Veja",
 o magistrado compareceu ao Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a 
Mulher, em Brasília. A defesa de Caldas nega as acusações.


Advogado renomado, Caldas foi acusado de agredir a ex-mulher ao longo de 13 anos,
 inclusive quando ela estava grávida. Segundo Michella, o último espancamento 
aconteceu em outubro, quando ela sofreu socos na barriga e foi empurrada da escada.
 Em entrevista publicada na sexta-feira, ela afirma que o juiz ameaçou pegar uma 
faca para matá-la.


Em entrevista ao GLOBO, em dezembro de 2017, Caldas afirmou que "Direitos humanos 
são os direitos essenciais para todas as pessoas humanas" e acrescentou que "a mulher 
tem direito de não ser violentada, de não ser estuprada, sofrer violência doméstica."


Além das denúncias de agressão contra a ex-mulher, Caldas também é acusado de 
assediar empregadas domésticas que trabalharam na sua casa. Uma delas afirma que
 acordou com o juiz acariciando seu corpo e que ele tentou beijá-la à força.


No processo, Michella Marys anexou fotos dos hematomas que seriam fruto das 
agressões do marido. Na reportagem, ela conta que também era agredida verbalmente, 
chamada de "vagabunda", "cachorra", e que o marido zombava dela por ocupar um 
cargo de renome.


"Contei apenas para uma amiga. O nome dele pesava muito. Ninguém ia acreditar em mim. 
Um advogado bem-sucedido, hoje juiz de uma corte internacional que zela pelos direitos humanos. Essa era uma das ameaças que eu recebia: ' Ninguém vai acreditar em você, porque 
eu sou Roberto Caldas, defensor das mulheres, defensor dos Direitos Humanos, dos 
empregados. 
E você não é nada", contou Michella em entrevista à "Veja".


A ex-mulher de Caldas também anexou ao processo áudios de momentos nos quais era 
agredida e depoimentos de testemunhas.


O GLOBO entrou em contato com o juiz, que pediu que a reportagem falasse com seu 
advogado, Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay. Em entrevista 
ao GLOBO, Kakay afirmou que seu cliente "nega peremptoriamente" a ocorrência de 
agressões físicas contra a ex-mulher.


— Ele nega peremptoriamente que tenha tido qualquer agressão física. Evidentemente 
nada justifica as agressões verbais mútuas. Era um relacionamento a tal ponto tumultuado
 que ela gravou o marido por seis anos. Isso demonstra a instabilidade da relação. 
Não que isso justifique as agressões verbais, mas demonstra o que era a relação — diz Kakay.


Em nota pública, divulgada na quinta-feira, um dia antes da reportagem ser publicada, 
Caldas afirmou que sofria ameaças de publicização por parte da ex-mulher e que l
amentava a exposição de um conflito familiar a partir de uma ótica "deformada e
 parcial".


"Venho espontaneamente fazer esse pronunciamento, na medida em que passei a sofrer 
ameaças de publicização de desavenças conjugais, com o objetivo de me constranger a 
aceitar um acordo financeiro absolutamente escorchante", afirmou.


O magistrado disse ainda que tem agido para preservar os dois filhos que tem com
 Michella e também a filha da ex-mulher "dos efeitos dessa chantagem".

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