Pular para o conteúdo principal

Venezuela compra US$ 440 milhões em petróleo para enviá-lo subsidiado a Cuba


Imagem: Reprodução / Redes Sociais



















Enquanto a população da Venezuela enfrenta escassez de comida e remédios, a petrolífera
 estatal PDVSA comprou US$ 440 milhões em petróleo, entre janeiro de 2017 e maio deste ano,
 para enviá-lo subsidiado a Cuba. Segundo relatórios da empresa, aos quais a agência Reuters
 teve acesso, é a primeira vez que documentos mostram que o chavismo teve de importar o produto 
para abastecer um aliado regional, em vez de fornecê-lo das próprias reservas.

O petróleo que a PDVSA adquiriu para Cuba veio dos Urais, na Rússia, uma variedade adequada
 para refinarias cubanas construídas com equipamentos da era soviética. A PDVSA comprou o
 petróleo bruto de firmas chinesas, russas e suíças. 
Segundo os documentos, a PDVSA pagou até US$ 12 por barril, mas não deve ver a cor do 
dinheiro, porque a Venezuela sempre aceitou receber em bens e serviços em troca do produto
 subsidiado, conforme um acordo firmado pelos presidentes Hugo Chávez e Fidel Castro, em 
2000.

O carregamento representa cerca de 30% do total de importações de Cuba, mas aumenta ainda 
mais as já elevadas dívidas da Venezuela com as empresas estatais russas e chinesas que,
 juntas, cederam ao governo chavista mais de US$ 60 bilhões no último ano. A compra de petróleo
 para um aliado regional também evidencia a queda na produção das refinarias venezuelanas, que
 deixa o país cada vez mais dependente das importações de combustível para atender ao consumo. 

Os dados da PDVSA analisados pela Reuters mostram que a Venezuela comprou, em 2017, cerca de 
180 mil barris por dia de petróleo da PetroChina, Rosneft, Lukoil, Reliance Industries e 
outros fornecedores, 17% a mais que em 2016. As importações totalizaram US $ 4 bilhões, de acordo
 com os documentos. 

No ano passado, o total de compras da indústria de petróleo, incluindo equipamentos e 
serviços, consumiu 45% do total das importações da Venezuela – ante 13%, em 2011, segundo dados
 da Ecoanalitica, uma organização de pesquisa econômica com sede em Caracas. As importações
 de energia totalizaram US$ 5,4 bilhões de um total de US $ 11,9 bilhões.

As importações ocorreram quando a produção de petróleo da Venezuela, no primeiro trimestre, atingiu
 seu nível mais baixo dos últimos 33 anos – uma queda de 28% em 12 meses. As refinarias da 
Venezuela estão operando com um terço da capacidade e muitos trabalhadores estão se demitindo.

Apoio político. As entregas subsidiadas servem para manter o apoio político de Cuba, um dos
 poucos aliados que ainda restam à Venezuela, segundo diplomatas, políticos e executivos da
 PDVSA. “Maduro está dando tudo o que pode, pois o apoio desses países, especialmente de 
Cuba, é todo o apoio político que ele tem”, disse um ex-funcionário do governo venezuelano, 
que pediu para não ser identificado.

O regime chavista está sob crescente pressão internacional, principalmente dos Estados Unidos, 
da União Europeia e do Canadá, que já decretaram sanções econômicas à Venezuela
 pelo que consideram ser tentativas de Maduro de consolidar uma ditadura no país. 

À medida que a Venezuela gasta com as importações de petróleo, importa menos os produtos
 essenciais que seus cidadãos precisam desesperadamente. Os gastos do governo venezuelano
 com importações não petrolíferas caíram de quase US$ 46 bilhões, em 2011, para US$ 6 bilhões,
 em 2017, segundo dados do Banco Central da Venezuela e da Ecoanalitica. A PDVSA, 
o governo da Venezuela e o governo de Cuba foram procurados, mas não se pronunciaram
 sobre as informações publicadas pela Reuters. 

Folha Politica

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Eunício pede ao STF para que negue pedido de votação aberta na eleição do Senado

Eunício Oliveira acaba de enviar um ofício ao STF pedindo para que Marco Aurélio Mello não acate o pedido para que a votação para a presidência do Senado seja aberta.

O Antagonista

EUA reagem ao envio de bombardeiros russos à Venezuela

Autoridades dos Estados Unidos reagiram vigorosamente ao envio de bombardeiros estratégicos russos TU-160 para a Venezuela. Autoridades do Pentágono disseram que dois bombardeiros russos – o Tupolev TU-160 BlackJacks, que pode voar a velocidades supersônicas – estão na Venezuela, junto com todos equipamentos necessários para reabastecimento e manutenção. Mike Pompeo, secretário de Estado dos Estados Unidos, condenou a decisão de Moscou de enviar os bombardeiros nucleares para a Venezuela. Ele declarou:

Jornalistas da grande mídia celebram prêmio falso para repórter da Folha

Profissionais de veículos da grande mídia brasileira estão parabenizando uma jornalista da Folha por um prêmio falso divulgado por perfil paródia no Twitter. Tudo começou com um tuíte do usuário @monicabengamo no Twitter. O perfil aparenta ter viés humorístico, uma espécie de paródia com a jornalista da “Folha de S. Paulo“, Mônica Bergamo. A mensagem original foi publicada na sexta-feira (14) às 16h40 (horário de Brasília).  “A competente colega Patrícia Campos Mello acaba de ganhar o Prêmio Folha Brasileiro do Ano 2018. O Prêmio a reconheceu como “Guardiã da Verdade”, afirma o perfil.