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3 de maio de 2018

Zanin, furioso e abalado com contragolpe, não terá como cumprir determinação judicial



A festa realizada no escritório Teixeira & Martins, logo após a decisão da 2ª turma do 
Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou que o juiz Sérgio Moro enviasse para
 a Justiça Federal de São Paulo, as delações da Odebrecht, transformou-se numa sucessão
 de verdadeiros ataques de fúria protagonizados pelo advogado Cristiano Zanin, garante a
 fonte do Jornal da Cidade Online.

A paz e a alegria no 19º andar da Rua Padre João Manuel, 755, sede do escritório em
 São Paulo, durou pouquíssimos dias.

Açodado, desconfortável e derrotado com a prisão de Lula, Zanin não tem a frieza
 necessária para litigar num processo tão difícil, contra um Ministério Público
 extremamente diligente e um juiz frio, estrategista e profundo conhecedor das
 nuances da lei.

O advogado atropela os fatos e tenta forçar situações que não encontram amparo 
legal.

Em petição protocolada no dia 30, Zanin coloca o próprio ministro Dias Toffolli numa 
situação delicada. Peticiona requerendo que o ministro determine que o juiz Sérgio Moro
 envie os processos contra o ex-presidente Lula, em trâmite em Curitiba para a Justiça 
Federal de São Paulo e anule o andamento de tais processo.

Toffoli não tem como atender o pleito. Estaria extrapolando os termos de sua decisão
 e, em consequência a decisão do STF.

Por outro lado, numa outra frente, tentando pressionar o juiz Sérgio Moro, Zanin 
atravessou
 uma outra petição pedindo o desbloqueio dos fundos de previdência de Lula.

O magistrado foi cirúrgico. Mandou que a defesa do ex-presidente comprovasse a
 licitude dos ganhos.

Zanin que exigia provas, agora terá que oferecer provas, numa situação que ele próprio 
provocou.

Terá que demonstrar que as palestras de Lula realmente aconteceram, comprovar os 
ganhos e a entrada legal do dinheiro.

Uma tarefa inglória. A petição juntada por Zanin nesta quarta-feira (2) é esdrúxula,
 medíocre e não faz a prova da licitude dos ganhos. Menciona as tais palestras sem fazer 
prova da realização.

Jornal da Cidade

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