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Celso de Mello libera para julgamento ação criminal contra Gleisi



Imagem: Reprodução / Redes Sociais

















O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou para 
julgamento uma ação penal da Operação Lava Jato que mira a presidente nacional
 do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), e o marido, o ex-ministro Paulo Bernardo
, investigados pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.


Este será o segundo julgamento de uma ação penal da Lava Jato na Segunda 
Turma do STF – colegiado composto por Celso de Mello (ministro revisor da
 Lava Jato na turma), Edson Fachin (relator da Lava Jato), Ricardo Lewandowski,
 Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Não há data marcada para o julgamento, mas a
 expectativa é a de que a análise da ação penal de Gleisi ocorra ainda neste mês
, antes do recesso do Judiciário.


A denúncia contra Gleisi, o marido e o empresário Ernesto Kugler Rodrigues foi 
recebida por unanimidade pela Segunda Turma do STF em 27 de setembro de 2016. 
Eles são acusados de solicitar e receber R$ 1 milhão oriundos de um esquema de
 corrupção instalado diretoria de abastecimento da Petrobrás que teria favorecido
 a campanha de Gleisi ao Senado, em 2010.


“Assinalo, para efeito de mero registro, que os presentes autos foram-me encaminhados
 no primeiro dia do Ano Judiciário de 2018 (01/02/2018), retornando ao eminente 
relator no dia 01/03/2018 para exame de pedido da defesa da acusada Gleisi Helena
 Hoffmann, e, após o deferimento do pleito defensivo, o processo em questão, 
finalmente, chegou ao meu Gabinete, em 07/03/2018, para estudo e elaboração do
 voto como revisor”, escreveu Celso de Mello, em despacho assinado na quinta-feira, 7.

“Na qualidade de Revisor, e nos termos do art. 25, inciso III, do RISTF, peço dia para
 julgamento final da presente causa penal (Segunda Turma)”, solicitou o ministro.


Procurado pela reportagem, o gabinete de Gleisi Hoffmann não havia se manifestado 
até a publicação deste texto.


Primeiro. No mês passado, a Segunda Turma do STF condenou por unanimidade o
 deputado federal Nelson Meurer (PP-PR) a 13 anos, 9 meses e 10 dias de prisão em 
regime inicial fechado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro 
cometidos  em esquema de desvios na Petrobrás. Meurer se tornou o primeiroparlamentar condenado pela Corte no âmbito da Operação Lava Jato. O caso chegou ao Supremo em 
marçode
 2015.


Meurer poderá recorrer da condenação em liberdade. Os ministros da Segunda Turma
 também decidiram que caberá à Câmara analisar se o parlamentar deve ou não perder 
o cargo. O deputado terá de pagar uma multa de cerca de R$ 265 mil, em valores que 
ainda precisam ser corrigidos pela inflação

Folha Politica

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