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Lula e Pelé são ouvidos como testemunhas de defesa de Sérgio Cabral e Carlos Nuzman



Cabral e Nuzman são réus na Operação Unfair Play, desdobramento da Lava Jato. A ação apura a compra de votos para a cidade do Rio sediar os Jogos Olímpicos em 2016



Por O Dia





Pelé e Lula prestam depoimento como testemunhas de defesa de Cabral e Nuzman, réus na operação Unfair Play - Montagem sob fotos de Gisele Berthier e Alexandre Brum / Parceira e Agência O Dia



Rio - O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e Pelé serão ouvidos nesta terça-feira como testemunhas de defesa Sérgio Cabral e Carlos Arthur Nuzman, ex-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), respectivamente. Ambos são réus na Operação Unfair Play, desdobramento da Lava Jato. A ação apura a compra de votos para a cidade do Rio sediar os Jogos Olímpicos em 2016.


Esta é a primeira declaração de Lula desde o dia 7 de abril, quando se entregou em São Paulo e foi conduzido para a Polícia Federal em Curitiba, no Paraná, onde está preso numa sala especial. A audiência do ex-presidente da República, conduzida pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, acontece através de videoconferência e começou por volta das 10h15. Ele usa uma gravata verde e amarela: "É da conquista das Olimpíadas", gabou-se.

Antes do início da audiência, Cabral pediu para falar com Lula e desejar pêsames pela morte de Marisa. "Vou aproveitar que minha família está aqui. Estava preso quando Dona Marisa faleceu, então a transmissão dos meus sentimentos. Meu abraço ao senhor, da Adriana, meu e dos meus filhos", disse, com os olhos marejados. No início do depoimento, Lula falou que não tem relação de amizade com os réus e que não conhece Arthur Soares, o "Rei Arthur". O ex-presidente disse que operação Fair Play é resultado de um "denuncismo" que vivemos atualmente.

"Só lamento que venha denúncia de compra de delegado oito anos depois. Não sei quem fez, não quero saber, não quero conhecer. (...) Eu não sei qual é o critério para alguém que diz que foi trapaça. Esse senhor não deve conhecer nada", falou.

De acordo com a denúncia, o ex-governador, o ex-presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB) De acordo com a denúncia, o ex-governador, o ex-presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB) Arthur Nuzman e o diretor de operações e marketing do COB Leonardo Gryner solicitaram diretamente ao empresário Arthur Soares propina de US$ 2 milhões para os senegaleses Papa Diack e Lamine Diack. O valor garantiria votos para o Rio.Arthur Nuzman e o diretor de operações e marketing do COB Leonardo Gryner solicitaram diretamente ao empresário Arthur Soares propina de US$ 2 milhões para os senegaleses Papa Diack e Lamine Diack. O valor garantiria votos para o Rio.

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