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PF faz perícia sobre supostos repasses da Odebrecht a presidentes da Câmara e do Senado


Imagem: Givaldo Barbosa / Ag. O Globo


















A Polícia Federal solicitou ao setor de perícias a realização de uma análise sobre
 os supostos pagamentos de propina registrados nos bancos de dados da Odebrecht,
 o Drousys e o Mywebday, aos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), 
e do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), para permitir o avanço do inquérito que
 apura ofertas de vantagens indevidas a eles em troca de benefícios em medidas 
provisórias no Congresso Nacional.

O ofício comunicando a realização da perícia foi enviado ao Supremo Tribunal 
Federal na última quarta-feira pela delegada Graziella Balestra, que conduz as 
apurações do caso. As análises abrangerão também outros supostos repasses ao 
senador Romero Jucá (MDB-RR) e ao deputado Lúcio Vieira Lima (MDB-BA),
 que são investigados no mesmo inquérito. Com isso, a PF busca comprovar se 
os pagamentos aos quatro políticos foram efetivamente realizados, como relatado 
na delação dos executivos da Odebrecht.

A delegada frisa em seu pedido que deverão ser analisados pagamentos de R$ 2,1
 milhões ao codinome Índio, "provavelmente relacionado à pessoa do senador 
Eunício Oliveira", e de R$ 100 mil ao "possível codinome Botafogo, provavelmente
 relacionado à pessoa do deputado federal Rodrigo Maia".

O objetivo do trabalho é identificar as comunicações internas da Odebrecht com os
 responsáveis por fazer a entrega dos recursos. A delegada solicita a identificação de
 quatro itens relacionados aos pagamentos de propina: "a) negociações para realização
 do pagamento de valores em sistema de contabilidade paralela; b) previsões ou 
cronogramas; c) tratativas para a realização dos pagamentos dos valores, locais e 
senhas; d) comprovação efetiva dos pagamentos realizados".

Esse inquérito investiga se Maia, Eunício, Jucá e Lúcio Vieira Lima receberam 
pagamentos da Odebrecht em troca de atuar em favor dos interesses da empresa na
 votação de uma medida provisória no Congresso Nacional que reduzia tributos para
 o setor petroquímico --de interesse direto da Braskem, controlada pela Odebrecht. 
Todos eles já negaram terem atuado a favor da Odebrecht e dizem só ter recebido 
doações legais.


O jornal O Globo revelou, em janeiro, que Rodrigo Maia esteve na sede da Odebrecht 
no Rio de Janeiro em 2010 no mesmo dia em que o sistema de contabilidade paralela 
da empresa registrava um pagamento de caixa dois destinado à campanha eleitoral de 
seu pai, César Maia. Rodrigo seria o responsável por negociar esse pagamento com o
 diretor-presidente da construtora, Benedicto Junior.


Maia já prestou depoimento à PF e afirmou que não reconhece o codinome Botafogo, 
atribuído a ele, e que os registros de pagamento no sistema não lhe dizem respeito. 
Eunício disse à PF que "nunca deu tratamento diferenciado no encaminhamento dos 
pleitos de grandes doadores de suas campanhas" e que a acusação dos delatores da 
Odebrecht é "inverdade". Procuradas, as assessorias de Maia e Eunício ainda não 
responderam. Lúcio Vieira Lima e Jucá também negaram irregularidades.


Em nota, Eunício Oliveira afirmou que “acredita que as investigações são o melhor 
caminho para esclarecer todos os fatos”.

Folha Politica

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