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Supremo cria 'área vip' para embarque de ministros no aeroporto de Brasília


Imagem: Ailton de Freitas / O Globo



















Por segurança, o Supremo Tribunal Federal (STF) contratou uma área especial de
 embarque para os integrantes da Corte no Aeroporto Internacional Juscelino
 Kubitschek, em Brasília. De acordo com o tribunal, o aluguel da nova área, 
diferente da sala que a Corte tinha anteriormente no terminal de passageiros, 
ocorreu para garantir a proteção dos ministros. O espaço, que tem um custo anual 
de R$ 374,6 mil, funciona desde julho do ano passado.


“Toda a questão em torno do uso do embarque no Terminal 2 está relacionado à 
segurança dos ministros”, explicou a assessoria do Supremo, ao ser procurada.


Os ministros do Supremo ganharam notoriedade nos últimos anos. 
A exposição que vinha desde o julgamento do mensalão cresceu com a chegada
 dos casos da Lava-Jato à Corte e alguns ministros passaram a ser hostilizados.
 Relator da Lava-Jato, o ministro Edson Fachin revelou em março que havia 
pedido auxílio da Polícia Federal para investigar ameaças dirigidas a sua família.
 O relator da Lava-Jato passou a andar com seguranças armados desde então.


- Nos dias atuais, uma das preocupações que tenho não é só com julgamentos,
 mas também com a segurança de membros de minha família. Tenho tratado 
deste tema e de ameaças que têm sido dirigidas a membros de minha família 
- disse Fachin em entrevista à Globonews.


Em abril, militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra vandalizaram 
o prédio onde a presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, tem um apartamento, 
em Belo Horizonte (MG).


Um dos ministros da Corte disse ao jornal O Globo, sob a condição do anonimato, 
que costuma usar a estrutura do tribunal apenas em viagens de trabalho. Em viagens
 privadas, ele costuma recorrer ao terminal de embarque com os demais passageiros.


– Quando viajo para compromisso institucional, sigo o protocolo de segurança. 
Em viagens privadas, uso o terminal de embarque do aeroporto. 
O ponto é apenas evitar a circulação por dentro do aeroporto. Eu prefiro ir de van
 para o portão, onde entro na fila de prioridades, por ter cartão fidelidade. Já houve
 momentos de maior hostilidade, em que se entrava pela escada lateral. 
Mas é pior – diz o ministro.


Em nota, o Supremo afirma que a nova área de embarque foi criada depois que o
 antigo contrato de aluguel da sala de espera do tribunal, dentro do aeroporto, venceu.
 O Supremo diz ter tentado se desfazer da sala e assegurar, no entanto, as credenciais
 de segurança para acesso livre às áreas restritas do aeroporto, o que foi negado.


“O contrato de aluguel na antiga sala do Terminal 1 estava encerrando na gestão 
da Ministra Cármen Lúcia e o tribunal tentou manter as credenciais de acesso dos
 seguranças à área restrita do aeroporto sem a necessidade da sala, mas não 
conseguimos”, diz o Supremo em nota.

Folha Política

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