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STF Manda Investigar Eleitores De Bolsonaro Sobre Ataques Na Internet E Encontra Um Advogado De Esquerda Filiado Ao PT

O advogado alagoano Adriano Laurentino de Argolo teve tablets e celulares recolhidos em sua casa, em Maceió, na manhã desta quinta-feira (21). Ele é um dos investigados no inquérito sobre ofensas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). No dia 14 de novembro de 2018, ele teria postado em uma rede social uma mensagem dizendo que gostaria de um dia ir ao Supremo Tribunal Federal e dar um tiro nas costas do ministro Dias Toffoli. Adriano negou e disse que teve as contas “clonadas”.




Com 26 mil seguidores no Twitter, o advogado alagoano já esteve no centro de outros episódios de polêmicas na internet. No dia 22 de março de 2016, ele teria postado que o juiz Sergio Moro, então à frente da Operação Lava Jato, “vai levar um tiro na testa e ninguém vai saber quem deu”.

No dia 16 de abril do mesmo ano, via WhatsApp, dentro do grupo Juristas Pela Democracia, teria sugerido incendiar o Tribunal de Justiça de Alagoas: “Ocupem e toquem fogo”, teria postado. Ele também teria sugerido incendiar a sede da Ordem dos Advogados do Brasil no estado, no que a entidade distribuiu nota comunicando que iria apurar as ameaças.







Postagens em 2016 mostram outras supostas ameaças de advogado. Foto: Diário de Arapiraca/Reprodução

Foi o ministro Alexandre de Moraes quem determinou medidas de busca e apreensão no inquérito que investiga notícias falsas e ataques a ministros da Suprema Corte. Além de Alagoas, as ações foram cumpridas pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (21) em endereços de suspeitos em São Paulo.

Na noite de quarta-feira (20), Moraes designou dois delegados para trabalhar nas investigações, um da Polícia Civil de São Paulo, da divisão de inteligência da corporação que auxiliará nas investigações das redes e outro da PF especializado em repressão a crimes fazendários.

No despacho, o ministro explicou que, entre as apurações do inquérito, está o vazamento de informações e documentos sigilosos, que tiveram o intuito de “atribuir ou insinuar a prática de atos ilícitos” por membros da Suprema Corte. O ministro não cita o Fisco na decisão, no entanto, recentemente, a Corte se voltou contra vazamentos de análises da Receita Federal que citavam ministros dos tribunais superiores, como Gilmar Mendes.

Moraes também aponta que o inquérito investiga a existência de esquemas de financiamento e divulgação em massa nas redes sociais que tenham o objetivo de lesar a independência do Poder Judiciário. Na última terça-feira, o ministro destacou que a Polícia de São Paulo irá colaborar na parte de investigação relacionada à internet, uma vez que a apuração está atrás de redes de “robôs, WhatsApp, Twitter” que “alguém paga e financia por algum motivo”, apontou o ministro.

Moraes designou o delegado federal Alberto Ferreira Neto, chefe da Delegacia Especializada em Repressão a Crimes Fazendários, e o Delegado Maurício Martins da Silva, da Divisão de Inteligência do Dipol-SP para trabalharem no inquérito.
PGR Pede Esclarecimentos

Na semana passada, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu esclarecimentos ao ministro Alexandre de Moraes. Segundo a procuradora, a portaria na qual a investigação foi instaurada não esclareceu quais pessoas devem ser investigadas. Além disso, cabe ao Ministério Público realizar tais investigações, e não ao Judiciário, ressaltou a procuradora.

Ao menos um ministro do STF, Marco Aurélio Mello, criticou publicamente a abertura do inquérito por inciativa da Corte. Para ele, caberia ao MP conduzir a investigação. Ele criticou ainda o fato de Moraes ter sido designado por Toffoli como relator, sem que houvesse sorteio entre todos os ministros do Supremo.

Entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e a Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra) manifestaram apoio à abertura da investigação.





Fonte: NBO

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