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Ancine concede R$ 1,5 milhão para filme que associa Bolsonaro a repressão militar


O documentário Brasil, ame-o ou deixe-o é mais uma aprovação da Agência Nacional de Cinema (Ancine), órgão que tem sido alvo de polêmicas em suas aprovações contrárias aos princípios defendidos pelo atual governo. De acordo com informações públicas do site da Ancine, o filme receberá R$ 1,5 milhão do governo federal para retratar o período militar da história do Brasil a partir de paralelos com o atual momento político, enfatizando a repressão aos meios de comunicação e à classe artística.
“Nos tempos atuais em que são intensas as divergências e a radicalização na sociedade brasileira, vemos a oportunidade de traçar um paralelo com outro momento da nossa política, mais de meio século atrás, quando surgiram condições propícias para que um governo dito « forte » conseguisse estabelecer uma política de « Segurança Nacional » que levou ao fechamento do Congresso Nacional, estabeleceu a censura aos meios de comunicação e permitiu a suspensão de direitos civis fundamentais“, diz a sinopse do filme, disponível no site da Ancine.
Este tipo de aprovação vem sendo criticado por Bolsonaro, que já anunciou realocar a Ancine para Brasília, assim como fez com o Conselho Superior de Cinema, após terem sido denunciadas aprovações que claramente atentam contra os princípios defendidos pelo governo.
O documentário, ainda em fase de pesquisa, propõe contar a luta inglória dos artistas e jornalistas que queriam fazer oposição ao regime militar, associando o governo Bolsonaro a um período imaginado como de trevas e holocaustos diários pela classe jornalística e artística, os realizadores puderam contar com o dinheiro público do próprio governo que pretendem atacar.
Desde as eleições, o jornalismo tem se dedicado a gerar uma atmosfera de pânico e terror com o futuro do país, imaginando que Bolsonaro, tão logo eleito, fosse extinguir a liberdade de imprensa, o Congresso e todas as formas de financiamento da cultura, o que acabou não acontecendo. Valendo-se da liberdade de imprensa que dizem defender contra ataques imaginados, abusam dela cometendo toda sorte de ataques militantes e ativistas, imaginando ver realizada a profecia deles mesmos.
Em uma sistemática de cobertura jornalística sem precedentes na história do jornalismo, essa prática será sem dúvida objeto de estudo no futuro. Muitas dessas formas de mentira jornalística foram denunciadas por mim no livro Fake News: quando os jornais fingem fazer jornalismo (2019). O objetivo é converter qualquer ação ou reação de defesa por parte do governo como uma ação de opressão que deve ser combatida pela “sociedade civil organizada”, representada obviamente pelos jornalistas e editores em suas coberturas e bares gourmets.
É próprio da pequena burguesia acreditar-se representante dos pobres e oprimidos, simbolizando suas lutas nos valores burgueses mais hedonistas e alheios à população. Não é à toa que o apoio maciço dos brasileiros a Bolsonaro seja classificado como “radicalização da sociedade brasileira”.

Governo sem propostas versus governo com propostas

Em meio a um ambiente jornalístico hostil, no qual as principais críticas são a de falta de propostas claras para o Brasil, o governo Bolsonaro se vê na armadilha de ter de financiar projetos que vão na contra-mão da proposta da sua própria proposta de governo.
Para grande parte dos jornalistas da grande mídia e ativistas de esquerda (que em geral são os mesmos), não há nada de errado no governo financiar filmes opostos às suas propostas de governo. Desde que não seja o governo do PT, que nunca fez isso.
Parece ser proibido o governo evitar financiar o que vai contra a sua proposta para o país, mas também é execrável não ter proposta para o Brasil. O certo mesmo é que a grande mídia, com as verbas da Secom, façam isso para o governo, não é?

Fonte: Estudos Nacionais

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