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Caso Gugu Liberato: trauma cranioencefálico e morte cerebral


Caso Gugu Liberato: trauma cranioencefálico e morte cerebral


Na última quarta-feira (20), o apresentador Gugu Liberato, 60 anos, sofreu um trauma cranioencefálico, após uma queda de aproximadamente 4 metros de altura na sua casa em Orlando, no Estados Unidos.
Gugu foi levado para o hospital já em estado grave, apresentando Glasgow 3 – a escala de Glasgow indica o nível de consciência neurológico do paciente, tem uma escala de 3 a 15 – e foi mantido na unidade de terapia intensiva (UTI) por dois dias.
No entanto, na sexta-feira (22), teve a morte encefálica confirmada e passou pelo processo de doação de órgãos, beneficiando aproximadamente 50 pessoas que estavam na lista de espera para o transplante.

TRAUMA CRANIOENCEFALICO:

O trauma cranioencefálico (TCE) é a principal causa de morte e de sequelas em crianças e adultos nos países industrializados ocidentais, e suas principais causas são: acidentes de trânsito, quedas, que ocorreu com o apresentador Gugu Liberato, e agressões. Nesse sentido, as lesões encefálicas definitivas que se estabelecem após o TCE resultam de alterações fisiopatológicas que se iniciam com o acidente. E, didaticamente essas lesões podem ser classificadas como primárias ou secundárias, mas, para entendê-las precisamos conhecer um pouco mais sobre a anatomia craniana.
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A cabeça humana é formada pelo escalpo, que é a associação da pele, tecido adiposo, vasos sanguíneos, aponeurose epicrânica e pericrânio, e pelos ossos do crânio. Dessa forma, em um adulto a caixa craniana tem um volume interno definido, o qual contém todos os órgãos encefálicos, e, com isso, há uma pressão intracraniana (PIC) ótima, que na prática clínica é até 20mmHg, na qual há uma harmonia entre as estruturas encefálicas, o liquido cerebrospinal (LCS) e o sangue circulante, consoante a teoria de Monro-Kellie.
No entanto, quando há um TCE, as lesões encefálicas podem ser primárias ou secundárias.
 As primárias ocorrem no momento do trauma, seja por uma lesão direta ao parênquima encefálico, como uma lesão por arma de fogo (PAF) ou por uma movimentação cerebral associada a energia cinética do acidente, que ocorre nos traumatismos fechados. Nessas lesões fechadas, o descompasso entre a aceleração e a desaceleração, associados às diferentes densidades das estruturas encefálicas, podem promover a ruptura de veias, laceração do parênquima encefálico e estiramentos de axônios. Logo, pode haver sangramentos e formação e coágulos, o que eleva a PIC, as estruturas “competem” por espaço, já que a caixa craniana não aumenta de volume, pode haver má perfusão sanguínea, o que leva a hipóxia tecidual, que é quando o sangue não consegue alcançar as estruturas para nutri-las, fato que leva a morte encefálica.
 Já as lesões secundarias, que também contribuem para morte celular, se iniciam após o momento do acidente, por intercorrências clinicas como a hipotensão arterial, hipoglicemia, que priva as células nervosas de nutrientes, visto que essas têm a glicose como fonte energética, hipóxia respiratória e distúrbios eletrolíticos.
  • MORTE ENCEFÁLICA: 
A morte encefálica (ME) representa o estado clínico irreversível em que as funções cerebrais e do tronco encefálico estão irremediavelmente comprometidas, só sendo possível manter as funções cardíacas e respiratórias por meios artificiais com auxílio de aparelhos. Baseia-se na presença concomitante de coma sem resposta ao estímulo externo, inexistência de reflexos do tronco encefálico e a ausência da respiração. 
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O diagnóstico é estabelecido após dois exames clínicos, com intervalo de no mínimo seis horas entre eles, realizados por profissionais diferentes e não vinculados à equipe de transplantes. Um deles é feito por um neurologista, para que se comprove a ausência de atividade motora supraespinal e apneia, que é ausência da capacidade de respirar. O outro é a realização de um teste complementar que comprove ausência de fluxo sanguíneo cerebral, atividade elétrica ou metabólica do cérebro. E deve haver a exclusão de todos os problemas tratáveis que poderiam ser erroneamente diagnosticados como morte cerebral (CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA).
Além disso, pode-se realizar diversos outros exames para a comprovação do ME, como o eletroencefalograma, que mostra as ondas cerebrais, a angiografia cerebral, que mostra o fluxo sanguíneo, a tomografia computadorizada, a monitorização da pressão intracraniana, marcadores químicos do líquido cefalorraquidiano, o doppler transcraniano, a cintilografia e potenciais evocados auditivos do tronco cerebral (MENEZES, 2010).
Outrossim, ao ser estabelecido o diagnóstico de ME, tem início, imediatamente, o esclarecimento aos familiares sobre o que ela significa e a perspectiva de que é possível a doação humanitária de órgãos e tecidos. A notificação do diagnóstico à central de transplante é obrigatória por lei e nesse momento os exames de classificação do potencial doador são iniciados.
Dessa forma, o apresentador Gugu, que teve todos os órgãos doados, mais uma vez se mostrou um herói, visto que, de acordo com sua assessoria de imprensa, cerca de 50 pessoas serão beneficiadas com seus órgãos.
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Fonte Renova Mídia

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