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Operação da PF mira exploração ilegal de diamantes em terras indígenas em RO



O esquema, segundo a investigação, movimenta cerca de US$ 20 milhões por mês. Há mandados em Rondônia, São Paulo, Roraima, Paraná, Piauí, Mato Grosso, Minas Gerais e Distrito Federal.


Por G1 RO

24/09/2020 08h37 Atualizado há 5 minutos





Polícia Federal faz operação contra o garimpo ilegal de diamantes em terras indígenas



A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (24) a Operação Crassa, contra a exploração ilegal de diamantes na Reserva Roosevelt, em Rondônia.


No total são cumpridos 53 mandados de busca e apreensão no interior de Rondônia e em São Paulo, Roraima, Paraná, Piauí, Mato Grosso, Minas Gerais e Distrito Federal. Durante cumprimento de mandado em Espigão D'Oeste (RO), uma pessoa foi presa em flagrante por posse ilegal de arma.


Gravação mostra garimpeiros negociando diamantes de terra indígena de RO para vender na Suíça por US$ 5 milhões


Entre os alvos da operação estão indígenas, garimpeiros, intermediadores responsáveis por avaliar o valor das pedras preciosas e também por fazer a ponte com os compradores, e empresários. De acordo com a investigação da PF, indígenas autorizavam a entrada de garimpeiros na reserva.


Os diamantes, segundo a PF, são retirados ilegalmente e passam por avaliação do intermediador até serem vendidos em joalherias — principalmente em São Paulo e no exterior, em países como França, Itália e Suíça.


Os diamantes da reserva estão entre os que são considerados os mais valiosos do mundo. A investigação, que começou em 2018, identificou que o esquema movimenta cerca de US$ 20 milhões por mês.




Diamante apreendido durante investigações da Polícia Federal em Terra Indígena de Rondônia — Foto: PF/Divulgação




Investigações




Diamante apreendido durante investigações da Operação Crassa em Rondônia — Foto: PF/Divulgação


Segundo a PF, o trabalho investigativo começou com a prisão em flagrante de três pessoas em posse de diamantes em 2018. Eles haviam se deslocado de São Paulo a Rondônia para adquiri-las. Na ocasião, admitiram que os diamantes eram da Reserva Roosevelt.


Durante as investigações, foram identificados os demais participantes do esquema. Entre os crimes investigados estão organização criminosa, usurpação de bens da União e lavagem de dinheiro.


A assessoria da Polícia Federal em Rondônia explica que o termo "crassa", que dá nome à operação, faz referência ao estado bruto dos diamantes. No início das investigações, foi encontrada a sinalização "bruto" ao lado dos contatos relacionados aos garimpeiros e intermediários do comércio ilegal na agenda dos suspeitos presos em flagrante.



Extração ilegal de diamantes na Terra Indígena Cinta Larga em Rondônia — Foto: PF/Divulgação




Reserva Roosevelt




A reserva Roosevelt, de onde os diamantes eram extraídos pelos criminosos, tem uma área de 231 mil hectares e fica localizada entre a divisa de Rondônia e Mato Grosso. Na área existem dois povos indígenas, entre eles o Cinta Larga.


De acordo com o Instituto Socioambiental (ISA), o povo Cinta Larga tem parte de sua área situada a leste de Rondônia e noroeste de Mato Grosso. Os grupos estão localizados administrativamente em quatro áreas: Terra Indígena Roosevelt, Parque Aripuanã, Terra Indígena Aripuanã e Terra Indígena Serra Morena, com cerca de 1.086 pessoas nas quatro áreas, conforme senso de 2000.


Um estudo da Associação de Defesa Etnoambiental - Kanindé, aponta que as terras indígenas do povo Cinta Larga, principalmente a terra Aripuanã, é uma das maiores jazidas de kimberlito do mundo. Kimberlito é considerada a rocha matriz do diamante.


Local onde acontece extração ilegal de diamantes próximo a Espigão D'Oeste em Rondônia — Foto: PF/Divulgação

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