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29 de dezembro de 2013

Anderson Silva quebra a perna, abandona a luta e Chris Weidman mantém o cinturão Por Redação



O sonho de recuperar o cinturão acabou de uma forma triste e dramática para o ex-campeão Anderson Silva contra o Chris Weidman na madrugada deste domingo (29/12) na MGM Grand Garden Arena, em Las Vehas, nos Estados Unidos. O brasileiro, no segundo round tentou um chute e acertou o joelho do adversário e abandonou a luta. O lutador foi levado direto para um dos hospitais próximos ao evento para imediatamente ser operado e iniciar o tratamento.
Anderson Silva lutava com seriedade, sem baixar a guarda, tentando não dar margem para uma nova surpresa. Mas a estratégia foi por terra de uma forma que ninguém seria capaz de imaginar: o brasileirotentou um chute baixo, acertou em cheio o joelho de Weidman e fraturou a perna, sendo forçado a abandonar o combate.
O maior lutador da história do MMA saiu do octógono numa maca, com a perna imobilizada. A interrupção aconteceu no segundo round. Weidman segue sendo o campeão, mas a grande dúvida agora é sobre o futuro de Anderson: será o Spider capaz de voltar de uma contusão tão séria?
O brasileiro Anderson Silva passou quase seis meses sendo criticado e escutando que não deveria ter provocado tanto Weidman, quando foi nocauteado pelo americano no UFC 162, em julho, em Las Vegas.
Foi possível ver a perna do campeão virando num ângulo assustador. Após a vitória, Chris Weidman disse que não sabe quem será seu próximo rival, mas pediu para que, antes de se falar num novo desafio, o público respeitasse Anderson Silva. “Ele foi um dos melhores de todos os tempos. Não sei o que vai acontecer agora, mas gostaria de lembrar que ele foi um dos melhores.” Vitor Belfort, que estava à beira do octógono, tem quase garantida a chance de devolver o cinturão ao Brasil – a próxima luta valendo o título deverá ser confirmada ainda nesta madrugada pelo presidente do UFC, Dana White.
Ronda finaliza Miesha de novo e mantém o título
Ronda finaliza Miesha de novo e mantém o título
A americana Ronda Rousey venceu a primeira revanche do UFC 168. Ao caminhar para o octógono com cara de poucos amigos e muito concentrada, Ronda já dava claros indícios que não teria tanta dificuldade para repetir sua vitória contra Miesha Tate, em 2011, no extinto Strikeforce, e continuar com o cinturão da categoria peso-galo do UFC.
Pelo menos uma marca de Ronda caiu: todas as suas vitórias até hoje tinham ocorrido no primeiro round. A campeã, porém, mostrou ser superior em todo o combate, dominando sua arquirrival. Miesha foi muito aguerrida, mas a técnica de Ronda se sobressaiu. O triunfo veio no terceiro round, mas da maneira de costume: com uma chave de braço perfeita, o golpe que rendeu a ela todas as suas sete vitórias na carreira.

 Rádio Gospel FM

27 de dezembro de 2013

Sheherazade irá processar difamador

Sheherazade irá processar difamador
 Conhecida por suas polêmicas opiniões no “SBT Brasil”, principal jornal da emissora de Silvio Santos, a jornalista Rachel Sheherazade causou polêmica também no Twitter, no início da madrugada desta sexta (27).
Ela denunciou um post do filósofo da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Paulo Ghiraldelli, que teria escrito: "MEUS VOTOS PARA 2014: que a Rachel Sherazedo seja estuprada" e "Votos para 2014: que Rachel Sherazedo abrace bem forte, depois de ser estuprada, um tamanduá".  
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Sheherazade, ao ver a declaração através de um print tirado por um amigo seu, se revoltou e anunciou o processo: "Trágico é que as pessoas como o sr. Paulo Ghiraldelli, que se intitulam 'filósofo' perderam o medo de revelar em público o que têm de pior".
Paulo tentou se desculpar, argumentando que teria sido hackeado e que tal publicação não seria sua. Porém, segundo apuração do NaTelinha, o professor publicou outras duas mensagens com conteúdo semelhante, usando o mesmo termo para definir Rachel: "Sherazedo", em março e em outubro.  
Paulo, através do Twitter, tentou se explicar para a jornalista: “TODOS QUE ESCREVEM PUBLICAMENTE como eu tem responsabilidades pelos seus nomes: por isso, inocente, peço desculpas. Achei uma graça alguns me chamarem de covarde por eu pedir desculpas para a Rachel Sheherazade. EU NÃO ACHO correto o conteúdo dos posts".  
Não é o primeiro problema do professor que se torna público: no mês passado, alunos da UFRRJ fizeram um protesto durante um seminário de filosofia, acusando o professor de perseguição, preconceito contra homossexuais e assédio moral. Os alunos gritaram palavras de ordem, como “Professor abusa, descrimina, dá risada, e a Universidade fica calada!”. Na época, ele negou todas as acusações. Em virtude da repercussão negativa das ofensas à Sheherazade, Paulo excluiu sua conta no Facebook. O NaTelinha tentou entrar em contato com o filósofo Paulo Ghiraldelli para que ele desse sua versão da história, mas ele não respondeu, até o fechamento desta matéria.
Confira uma outra matéria sobre o assunto que saiu na Revista Veja clicando aqui
Redação com Natelinha e Veja

Fonte


E tem mais, que vi no facebook.



EDMUNDO VAI A CULTO DA IGREJA MUNDIAL E APÓSTOLO VALDEMIRO SANTIAGO RECEBE CAMISA AUTOGRAFADA; ASSISTA!


26 de dezembro de 2013

Papa Francisco faz apelo pela união de crentes e ateus



CIDADE DO VATICANO, 25 Dez (Reuters) - Comemorando seu primeiro Natal como líder da Igreja Católica, o Papa Francisco pediu nesta quarta-feira pela união de ateus e crentes de todas as religiões como forma de espalhar a paz ao redor do mundo.
Falando para cerca de 70 mil pessoas a partir da varanda da Basílica de São Pedro, o mesmo local de onde emergiu para o mundo quando foi eleito papa, Francisco novamente apelou para a salvação do meio ambiente da "ganância humana e da rapacidade".
O papa disse que pessoas de outras religiões também rezam pela paz, e pediu pela união de crentes e ateus.
"Eu convido até os descrentes para desejar a paz. (Junte-se a nós) com seu desejo, um desejo que alarga o coração. Vamos todos nos unir, seja com preces ou desejo, mas todos pela paz", afirmou Francisco, sendo ovacionado pela plateia.
A aproximação do Papa Francisco aos ateus e pessoas de outras religiões marca um contraste com a atitude do Papa Bento XVI, do papado anterior, que às vezes relegava não católicos a crentes de segunda classe.
Francisco pediu também pela "harmonia social do Sudão do Sul, onde as recentes tensões causaram inúmeras vítimas e são uma ameaça para a coexistência pacífica naquele jovem país".

(Reportagem de Philip Pullella)

MSN.

Porta dos Fundos: Humor, Crime e Impunidade


Por Felipe Cruz e Yago Martins
Como já diria o próprio personagem do Diabo numa certa peça teatral de comédia: “Tudo tem limite!”. E dessa vez chegou a hora para o Porta dos Fundos. Não é de hoje que esse canal faz questão de debochar e insultar, das mais diversas formas, as religiões – em especial o Cristianismo. Aliás, a temática da religião deve render um excelente retorno em visualizações, uma vez que cerca de 10% dos vídeos do canal se deleitam em injuriar símbolos e práticas religiosas [1].

Também não é de hoje que eles tornam-se tema de artigos [2], motivo pelo qual não nos deteremos muito em falar acerca da postura do Porta dos Fundos sobre o seu humor em outros vídeos, mas a última gota foi o mais recente destes, intitulado “Especial de Natal”, onde, não satisfeitos com o incômodo generalizado causado pelos vídeos anteriores, eles resolveram criar uma filmagem de quase 15 minutos, contendo quatro esquetes que lançam inúmeros ultrajes à fé cristã, onde a imagem histórica de Cristo e o relato bíblico da trajetória do Messias nessa Terra são completamente vilipendiados. Com isso, o Porta dos Fundos não fez nada mais do que abrir a possibilidade de receber milhares de processos por crime de ódio em virtude de intolerância religiosa.


HUMOR TAMBÉM TEM LIMITE

O Porta dos Fundos tem confundido “liberdade de expressão” com o profundo desrespeito aos símbolos religiosos, o que, diga-se de passagem, é crime no nosso país. Abrem a boca para dizer que o Brasil é um país laico, mas nem sequer compreendem plenamente o que isso significa, uma vez que um Estado laico não significa que podemos sair por aí desrespeitando a tudo e a todos indiscriminadamente. Eles querem passar um discurso de “tolerância”, mas, na verdade, os “intolerantes” da história estão sendo eles.

O humor e a sátira sempre foram as armas das quais os mais fracos dispunham para combater os opulentes inimigos protegidos pelas suas carapaças invioláveis de poder político e financeiro. Foi assim até mesmo durante a Reforma Protestante, quando a ironia contra a Igreja Católica foi manifesta em diversos folhetos, livros e canções populares. O humor degradante, porém, não se encontra protegido por este mesmo escudo. Zombar de um fundamento religioso com a única prerrogativa de atiçar o riso é uma atitude, no mínimo, reprovável, uma vez que não respeita nenhuma proporcionalidade entre os limites da liberdade de expressão artística e a liberdade de expressão religiosa.

E se você acha que estamos sendo muito tendenciosos em afirmar que o cristianismo aqui é o indefeso da história, faça-se a seguinte pergunta: Por que eles não fazem a mesma zombaria contra os muçulmanos, por exemplo? Sem a necessidade de ir muito longe nos pensamentos, o próprio Fábio Porchat nos responde a questão: “Eu, por exemplo, não faço piada com Alá e Maomé, porque não quero morrer! Não quero que explodam a minha casa só por isso (risos)” [3]. O descaso de Porchat com sua resposta demonstra exatamente a fragilidade do cristianismo em relação à sua autodefesa social. Zombar de um cristão? Moleza! Zombar de um muçulmano? Nem pensar! Ele evidencia com isso somente o óbvio: de que a ridicularização da fé cristã não é uma manifestação de “liberdade de expressão”. É puro abuso do mais fraco.

Na verdade, na mesma entrevista, Porchat revela que “no nosso caso, somos cinco cabeças pensando [...] a gente tem batido em coisas que, na verdade, merecem apanhar” [4]. Ou seja, para a equipe do Porta dos Fundos, o Cristianismo, em todas as suas facetas, sejam elas estruturais ou operacionais, são “coisas que merecem apanhar”. Percebemos, portanto, que não se trata de humor pelo humor, há na verdade, uma métrica ideológica por detrás dos temas escolhidos pelo canal. É apenas preconceito travestido de humor.

Mas quanto a isso, alguns podem ainda vir retrucar que não é bem assim e que o Porta dos Fundos não se importa com a visão que eles mesmos tem acerca da religião. A verdade não é bem essa. Em uma entrevista à Folha de São Paulo, outro membro do Porta dos Fundos, Gregório Duvivier, afirma que: “Talvez seja uma loucura da minha parte, seja um fanatismo da minha parte, mas eu acho que tudo é sexo. Religião é sexo, é erótico. A crença religiosa ela é erótica, eu acho.” [5]. Ou seja, não se trata de criticar por criticar, ou de se fazerem caricaturas dada a própria essência da coisa ridicularizada, o processo de formação dos roteiros é levado por todo esse princípio “erótico” abordado por Duvivier. E não é difícil perceber isso quando se olha para os vídeos do Porta dos Fundos cuja temática foi religiosa: em todos eles existem sempre referências sexuais, pornográficas ou de relacionamentos e sexualidades deturpados. Ainda na mesma entrevista, Gregório arremata seu pensamento com essa: “Eu acho que [os símbolos religiosos] é uma coisa que no fundo tem um tesão reprimido. Na imagem de Jesus, aquele Jesus na sala, enorme, sem camisa… É uma imagem erótica, quase.” E ainda: “O sexo traz prazer nessa vida, enquanto as religiões prometem prazer em outras vidas, então, seria lindo que eles começassem a vender o prazer agora mesmo, e não ‘pré-datado’” [6]. O pensamento de Duvivier acerca da prática religiosa, e da própria noção de religião em si, é tão impregnado por conceitos pessoais deturpados que é um cenário quase patológico. Talvez nem Freud explique.

Pense conosco, ridicularizar e escarnecer de símbolos e manifestações de uma religião é uma agressão gratuita, típica de quem se sente fortalecido o bastante para partir para o confronto. Colabora em algo com o desenvolvimento da “liberdade de expressão” no Brasil, ou, como disseram em outro lugar, para a eliminação de preconceitos? É óbvio que não!

Engraçado que temos a facilidade em aceitar às críticas contra a religião, ainda que sejam ácidas, ásperas e danosas. Temos sempre uma mania tendenciosa (e completamente errada) de permitir que Deus, o Senhor e Criador de todas as coisas, seja colocado em uma espécie de “banco dos réus” ou “cantinho da vergonha” onde todo e qualquer homem pode desprezá-lo e cuspir em seu rosto que nossa posição será sempre “dar a outra face”. É isso mesmo o significado de “ser Cristão” ou será que isso é somente uma deturpação covarde que temos feito para não nos sentirmos tão mal com nossa apatia?

Com um sorriso amarelo aceitamos calmamente a pecha de “homofóbicos” quando manifestamos o posicionamento da nossa fé acerca da prática homossexual, mas com o mesmo sorriso amarelo na cara não temos a menor coragem de nos dirigir neste momento a estes homens e taxá-los de “cristofóbicos”. Formamos hoje um tipo de Cristandade que acredita, sinceramente, que ver o seu Salvador ser escorraçado publicamente e não falar nem fazer nada é símbolo de mansidão e domínio próprio… Quanto estamos moralmente distantes dos primeiros cristãos…

SEM GRAÇA, MAS NÃO SEM LEI

Então, afinal, existem limites para o Porta dos Fundos?

Para Porchat não. Na mesma entrevista citada acima ele mesmo faz e responde a essa pergunta: “Qual o limite do humor? Porta dos Fundos fala de temas super polêmicos e nunca ninguém processou, brigou, nunca saiu…” [7]. Em síntese, eles vão fazendo vídeos atrás de vídeos e chacotas atrás de chacotas, afinal de contas o limite nunca chegou porque as brigas não saem nem mesmo de dentro das cabeças dos incomodados. Mas a questão é que a afronta do Porta dos Fundos vai muito além da esfera religiosa, nas palavras de Narlla Sales “Não é bem uma questão religiosa, analisando de modo geral e desapaixonado, é uma perda da noção completa do que pertence ao outro, do patrimônio alheio. É, digamos, um roubo, um assalto social. Uma afronta, um crime” [8].

E exatamente isso que queremos apresentar aqui, que o que eles fizeram foi um crime, com todas as letras. O Código Penal, em seu art. 208, diz que “escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; [...] vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso” tem como pena “detenção, de um mês a um ano, ou multa”[9].

E aqui é preciso abrir um parêntese para poder explicar algumas coisinhas mais detalhadas para aqueles que entendem mais sobre o ordenamento jurídico do Brasil. Primeiro que algumas pessoas estão bradando aos sete ventos que o artigo 208 não pode ser aplicado a esse caso em específico, e talvez estejam fazendo isso motivados por algumas decisões judiciais como a do Tribunal de Alçada Criminal de São Paulo [10]. Nós, humildemente, discordamos da referida decisão. O tipo penal nos parece claro o suficiente para poder demonstrar de que a própria decisão é paradoxal e conflitante, uma vez que ela diz que o escárnio não se aplica a certos casos em virtude destes se debruçarem sobre “crença religiosa”, mas ora, a própria redação do artigo inclui esse termo!

Em segundo lugar, cremos que o vídeo do Porta dos Fundos não trata somente de uma “crítica ideológica” ou “operacional”. A troça realizada ali, principalmente no que diz respeito a este último vídeo, não se trata de uma visão cômica acerca de algumas práticas que ocorrem no meio evangélico, como foi feito no vídeo “Demônio” e “Teste de Fidelidade”, nem muito menos uma zombaria ideológica envolvendo a prática católica de querer identificar imagens em todos os lugares, como no vídeo “Oh, Meu Deus!”. Neste vídeo de “natal” o canal realizou um escárnio aos fundamentos (ou estruturas) do Cristianismo – ou seja – ao próprio Cristo.

Existe uma grande diferença entre a crítica estrutural e crítica operacional. A crítica estrutural fala dos discursos e das organizações, como a ideia de Deus, as posições teológicas e o modo como isso é defendido entre as grandes corporações religiosas. Já a crítica operacional lida com as práticas e os costumes das religiões, como o celibato clerical, o dízimo, a submissão do fiel ao pastor, etc. [11]. Sou mais voltado à ideia de que o humor “saudável” à religião seria o que se aplica mais às operações que às estruturas. Ir além disto com frequência seria desgastante e pueril. Ilustrando: uma coisa é um grupo de amigos que se zoa por causa da altura, do peso, da cor, dos vícios, dos hábitos etc., outra é um grupo de amigos que se zoa pela tendência política, pelas preferências filosóficas, pelo modo de criar os filhos, pelo modelo de casamento e pelos valores. O primeiro grupo pode até conviver bem, mas o segundo tende a ruir, e você não pode acusá-los de ser contra o riso por isso.

A aplicação do artigo 208 ao caso, portanto, não seria como uma “faca de dois gumes”, como também vi ser afirmado em certo lugar, até porque não temos visto por aí vídeos onde Cristãos fazem chacota ou zombaria com as deidades afros ou qualquer outra forma mitológica de culto. Afirmar que a utilização do artigo 208 abriria precedentes para a limitação até mesmo dos cultos cristãos é, no mínimo, desonestidade intelectual.

Mas deixemos os argumentos jurídicos mais profundos para as muitas petições que estão por vir, pois o buraco fica ainda mais profundo quando observamos que a atitude do Porta dos Fundos pode também ser enquadrada como injúria coletiva no artigo 140, também do Código Penal: “injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro”; agravado pelo parágrafo 3º: “se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a [...] religião”; e aumentado pelo inciso III do artigo 141: “as penas [...] aumentam-se de um terço, se qualquer dos crimes é cometido [...] por meio que facilite a divulgação da [...] injúria”. Só nessa “brincadeira” a pena ficaria entre um ano e quatro meses até quatro anos de reclusão [12]. Vale ressaltar que muito embora o crime de injúria seja, primordialmente, singular, ocorrem aceitações no meio jurisprudencial e doutrinário para que ele se verifique na forma coletiva, abrangendo até mesmo pessoas jurídicas [13]. Aliás essa forma da injúria coletiva já foi utilizada também pela bancada LGBT quando tentava vetar a PLC 122[14].

Observe que em nenhum desses dois artigos que apresentamos existe alguma proibição que seja ao humor em si ou à crítica ou discordância da religião. A proibição legal é contra o escárnio e a chacota desmedida. Essa é a nossa indignação em relação aos atos do Porta dos Fundos, pois tal prática não encontra guarida no nosso ordenamento. Os direito e garantias individuais e coletivos consagrados na Constituição Federal, dentre eles a liberdade de expressão, são limitados e relativos, com o fim de se preservar o âmbito dos demais direitos fundamentais e propiciar uma harmonia social. Desta forma, a liberdade de expressão não pode ser utilizada como um escudo para atividades ilícitas e nitidamente tipificadas em nosso Código Penal.

A manifestação do pensamento é livre e garantida em nível constitucional, não aludindo a censura prévia em diversões e espetáculos públicos. Os abusos porventura ocorridos no exercício indevido da manifestação do pensamento são passíveis de exame e apreciação do Poder Judiciário com a consequente responsabilidade civil e penal de seus autores (RF 176/147), decorrentes, inclusive, de publicação injuriosa na imprensa, que deve exercer vigilância e controle da matéria que divulga (RT 659/143). [15] (grifou-se)

Como dissemos anteriormente, este aqui não é o espaço para que possamos mergulhar mais detalhadamente em todos os aspectos jurídicos que envolvem essa situação no âmbito penal. Nosso objetivo com as citações desses artigos é poder alertar e informar todos os cristãos seriamente comprometidos de que a Justiça pode ser acionada para poder impedir toda essa canalhice que está sendo feita. O Porta dos Fundos deve responder penalmente pelo vídeo, e nós, como cristãos, devemos trabalhar para que isso aconteça.

O problema principal é que deixar que isso continue impune, como lembra Olavo de Carvalho [16], é permitir que as coisas cheguem ao ponto que chegou a França, na Rússia, no México, na Espanha, na Romênia e em outros países: matar padres e pastores será um dever cívico e um mérito. Isso já aconteceu na história e o Brasil não desfruta de uma imunidade mágica. Hoje, o trise fato de alguns juristas discordarem desta aplicabilidade do Art. 208 a este caso já é sintomático, de modo que se não nos movermos a tempo, é possível que este artigo não sirva mais para nada e que o pior aconteça. Se continuarmos permitindo abusos como este, podemos com certeza esperar o pior.

O humor aviltante já encontrou seus limites em outros momentos, o principal deles, talvez, tenha sido o famosíssimo episódio envolvendo o humorista Rafinha Bastos e a cantora Wanessa Camargo. Se naquele caso o direito à imagem e à honra de uma criança que nem sequer havia nascido recebeu respeito, o que impede que a honra subjetiva e os símbolos de fé da nossa religião não recebam a mesma proteção jurídica? Não se trata, portanto, de querer um tratamento diferenciado por sermos cristãos, nem muito menos qualquer manifestação de um desejo teonomista. Lutar por justiça nesse caso é simplesmente fazer com que a lei civil e penal existente em nosso país seja cumprida.

Quando indagado sobre os impostos, Jesus determinou que eles fossem pagos; quando abordado pelos soldados romanos, Ele se entregou sem resistência. O exemplo de Jesus é para que toda a lei humana que não contrarie diretamente a Palavra do Senhor seja fielmente cumprida. Numa situação como esta por que deveríamos nos calar? A mansidão cristã não deve ser confundida com idiotice apática. Devemos lembrar da completude das palavras do Cristo quando nos disse: “Eu os estou enviando como ovelhas entre lobos. Portanto, sejam prudentes como as serpentes e simples como as pombas” (Mateus 10:16), porque temos nos habituado a sermos simples, mas temos esquecido de sermos prudentes. Devemos fazer valer o sacrifício dos mais de 9.000 (nove mil) cristãos que morrem todos os anos vítimas da perseguição ao Evangelho [17]. Mais do que isso, devemos honrar o sacrifício do Cordeiro! Pregar o Evangelho não é somente abrir a Bíblia em algum versículo e falar do amor de Deus. Pregar o Evangelho é viver a Palavra e imitar ao Cristo em todos os momentos da nossa vida e, nesse caso, pregar o Evangelho é não permitir que essa situação passe impune.

A questão sobre os limites do humor pode ter muitas respostas diferentes, mas uma delas é certa: o limite da lei. O grupo de humor Porta dos Fundos não tem o direito de cometer crimes com seus vídeos, e é isso que eles fizeram, de modo claro e inequívoco em seu Especial de Natal.

IMPUNIDADE NÃO: O QUE PODEMOS (E DEVEMOS) FAZER

Pelo que já deu pra perceber com base no que apresentamos aqui nesse artigo, só mesmo uma enxurrada de processos e denúncias podem fazer com que a equipe do Porta dos Fundos desista de seus ataques deliberados contra a religião cristã. Assim, separamos algumas diretrizes práticas e bem objetivas sobre o que pode e deve ser feito por cada um de nós:

(1) DENUNCIE.

Faça a denúncia e a negativação do vídeo no YouTube. Para realizar a denúncia informe que o vídeo viola os seus direitos e utilize os parágrafos anteriores deste artigo onde tratamos sobre o enquadramento jurídico para a fundamentação da atitude criminosa.

Faça uma denúncia online na Polícia Federal. É muito mais simples do que você imagina e não precisa nem sair da frente do computador. Basta acessar o hotsite da PF (http://denuncia.pf.gov.br/), escolher a opção “Crimes de Ódio”, inserir o link do vídeo (http://youtu.be/2VEI_tn090c) e Realizar o comentário sobre a prática criminosa cometida. Para aqueles que não são bons em sintetizar ideias para efetuar esse comentário que o sitesolicita, aí vai o nosso texto sugerido para que você possa simplesmente copiar e colar no site da PF:

O vídeo aqui denunciado, de autoria do grupo intitulado “Porta dos Fundos” é nítido em conter escárnio público por motivo de crença religiosa bem como vilipendia publicamente ato ou objeto de culto religioso, ambas condutas tipificadas como crime no art. 208 do Código Penal. Cumpre observar também que prática demonstrada no vídeo pode ainda ser enquadrada como injúria coletiva no artigo 140, também do Código Penal agravado pelo parágrafo 3º do mesmo artigo e aumentado pelo inciso III do artigo 141. A discriminação e o escárnio de símbolos e práticas religiosas é marca registrada do grupo em vários vídeos, fazendo nítido o desrespeito pela consciência, crença e liberdade religiosa dos demais cidadãos e o descaso com a legislação pátria.

Faça uma denúncia online também na SaferNet. Completamente similar ao procedimento acima, basta você acessar o hotsite(http://www.safernet.org.br/site/denunciar), escolher a opção “Intolerância Religiosa”, inserir o link para o vídeo e coloque o mesmo comentário que elaboramos acima à título de modelo.

(2) SÓ CRITIQUE PUBLICAMENTE SE NECESSÁRIO.

Faça um favor à humanidade e à sua inteligência: EVITE POSTAR O VÍDEO EM SUAS REDES SOCAIS, MESMO QUE CRITICANDO. Se você deseja tecer algum comentário sobre, pense se ele é realmente necessário. Se você ainda não percebeu a dinâmica de funcionamento do Porta dos Fundos, eles simplesmente esperam a repercussão negativa de algum dos seus vídeos para fazerem outro vídeo zombando mais ainda daqueles que reclamaram pelos meios ineficazes. Ou será que ninguém lembra daquele “zun-zun-zun” todo causado na época do Feliciano? Fábio Porchat disse o seguinte: “Isso só dá mais visibilidade para o nosso vídeo. Sem querer, o Feliciano produziu uma grande jogada de marketing pra gente. Agora, todo mundo quer assistir à esquete para ver o que ela tem” [18].

Portanto NÃO faça críticas em comentários do YouTube, nem na fanpage do facebook, muito menos no perfil do twitter, a menos que você considere estritamente necessário. Eles querem atenção e quanto mais movimentação em forma de comentários, em qualquer uma dessas redes sociais, mais eles terão visualização de suas publicações. Enfim, você estará sendo muito mais sábio se agir desta forma.

(3) BOICOTE.

Essa é a melhor e mais inteligente forma de crítica: faça boicote de todo o conteúdo do Porta dos Fundos e incentive os conhecidos, familiares, amigos e irmãos em Cristo a boicotar também. Como fazer isso? Descurtindo a página deles no facebook, não assistindo mais aos vídeos, não compartilhando mais as publicações deles em nenhuma rede social, etc. Ofereça as razões para todos os que estão ao seu redor fazerem o mesmo, apresente-os a este artigo ou ao artigo do Pr. Renato Vargens [19]. Leve isto à sério!

(4) PROCESSE.

Nós apresentamos alguns argumentos jurídicos breves, porém fundamentais, que podem apoiar e fundamentar o início de um processo penal, porém ainda existe outra seara jurídica que pode ser acionada: a esfera civil, no sentido de condenação pedagógica à título de danos morais em virtude dos crimes de intolerância religiosa cometidos.

Infelizmente nós não temos, nesse exato momento, uma associação que possa ajuizar uma ação coletiva em nome de todos os interessados, mas podemos fazer isso individualmente e creio que seja até mais interessante, já que o intuito é demonstrar o tamanho do incômodo que eles causaram à sociedade brasileira e aos cristãos de um modo geral. Assim, nossa recomendação é que todos, cada pessoa que está lendo este artigo, procure o mais rápido possível a Defensoria Pública em sua cidade e peça apoio jurídico para o ingresso das duas ações, tanto a penal quanto a civil. Para facilitar, imprima uma cópia desse artigo para agilizar todo o processo de comunicação, caso você não seja muito familiarizado com questões judiciais.

Se você possui um parente, amigo ou conhecido que seja advogado, peça que ele faça isso por você. Muito provavelmente não será necessário nem mesmo que você arque com as custas e despejas judiciais, uma vez que você pode solicitar o benefício da Justiça Gratuita, caso você se enquadre nos requisitos legais. Caso o advogado que você conheça seja cristão, ore com ele sobre o assunto e peça que ele repasse o tema para outras pessoas e mova algumas ações coletivas pelos interessados. A divulgação “boca-a-boca” será a nossa maior aliada nesta causa.

Não fique desmotivado caso algum estudante de Direito que você conheça diga que o Porta dos Fundos não fez nada de errado quanto ao Código Penal. Existem questões de jurisprudência que dependem da interpretação de cada um. Neste caso, existe jurisprudência tanto contra, quanto em favor de nosso caso, de forma que estamos dependentes da análise do magistrado. Porém, as dúvidas em questão à aplicabilidade do Art. 208 a este caso já é sintomático. Se não nos movermos, é possível que este artigo não sirva mais para nada e que o pior aconteça.

CONCLUSÃO: UM PROFUNDO APELO

“O ímpio foge, embora ninguém o persiga, mas os justos são corajosos como o leão.” (Provérbios 28:1)

Sabe o que mais nos dói no coração? Saber que muitos cristãos foram às ruas poucos meses atrás para reivindicar melhorias governamentais, mas a maioria deles sequer move seus dedos pelo teclado para realizarem denúncias (online!) contra este acinte público.

O cristão que ficar calado e não fizer nada diante desta zombaria toda, vai estar sendo igual a qualquer um desses que escarnece do nome do Cristo. Uma coisa é humor, outra é a chacota desenfreada e desproporcional realizada por esses camaradas.

De nada adianta curtir este artigo no facebook, distribuir um like anônimo, e não fazer absolutamente nada depois disso. Compartilhe esse artigo em todas as redes sociais às quais você tem acesso, envie e-mails para todos aqueles seus conhecidos que não possuem cadastros nessas redes, imprima este artigo para as pessoas que estão completamente desconectadas deste mundo virtual. Mesmo aqueles cristãos que sequer viram o vídeo estão sendo atingidos e prejudicados na surdina, como alguém que está sendo roubado na sua casa enquanto vai à praia. Mova todos os recursos que você puder. Se cada um de nós fizer a nossa parte, conseguiremos demonstrar ao que viemos.

Terminamos este artigo com a frase de Calvino que arde tão fortemente em nossos corações: “O cão late quando seu dono é atacado. Eu seria um covarde se visse a verdade divina ser atacada e continuasse em silêncio, sem dizer nada.”.

É bem verdade que não temos cacife para poder realizar uma plena consultoria jurídica sobre o assunto, e é por isso que apresentamos aqui somente os argumentos e fundamentos que consideramos principais para que as nossas atitudes sejam minimamente guiadas por um bom direito. Nossa recomendação responsável é sempre essa: procure a Defensoria Pública em sua cidade ou um advogado que seja conhecido seu, o importante mesmo é que não nos acovardemos diante da mídia ou das massas contrárias, mas que sejamos bravos e corajosos como o leão. Nossa oração é que esses dias possam realmente marcar um despertar moral aos verdadeiros Cristãos que não admitem e nem possibilitam que o seu Senhor seja zombado como um ninguém.

Veja também o www.racionalizando.com

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[1] Isso até onde nossa paciência nos permitiu verificar. De todos os vídeos do canal, os que realizam escárnio acerca da fé direta ou indiretamente são: ESPECIAL DE NATAL – PORTA DOS FUNDOS; ADÃO; DEMÔNIO; ARCA DE NOÉ; DEUS; CONFESSIONÁRIO; 10 MANDAMENTOS; EXORCISMO; OH, MEU DEUS; SETOR DE RH – JESUS; MODA; BRAINSTORM; FIDELIDADE; MICHELÂNGELO e CICLO DA VIDA.

[2] MARTINS, Yago. Gregório Duvivier: religião e riso. Disponível em: <http://yagomartins.com/2013/09/gregorio-duvivier-religiao-e-riso/>. Último acesso em 26/12/2013; MARTINS, Yago. A religião é contra que riam dela? Disponível em: <http://yagomartins.com/2013/09/a-religiao-e-contra-que-riam-dela/>. Último acesso em 26/12/2013.

[3] NEUSTEIN, Marília. ‘No Brasil não há bons roteiristas’, diz Fábio Porchat. Estadão. São Paulo, 01 abr. 2013. Disponível em: <http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,no-brasil-nao-ha-bons-roteiristas-diz-fabio-porchat,1015517,0.htm>. Último acesso em 26/12/2013.

[4] Idem., Ibid.

[5] FOLHA DE SÃO PAULO. Gregório Duvivier: No fundo, evangélicos são fanáticos sexuais.Disponível em: <http://youtu.be/FixS4U23fBE>. Último acesso em 26/12/2013.

[6] Idem., Ibid.

[7] NEUSTEIN, Marília. ‘No Brasil não há bons roteiristas’, diz Fábio Porchat. Ibid.

[8] SOUZA, Vanderlúcio. Cristãos são perseguidos e mortos no Natal. Disponível em: <http://blog.opovo.com.br/ancoradouro/perseguicao-aos-cristaos-durante-o-natal/>. Último acesso em 26/12/2013.

[9] BRASIL, Decreto-Lei Nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal). Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848compilado.htm>. Último acesso em 26/12/2013.

[10] “Para a configuração do art. 208 é necessário que o escárnio seja dirigido a determinada pessoa, sendo que a assertiva de que de terminadas religiões traduzem ‘possessões demoníacas’ ou ‘espíritos imundos’ espelham tão-somente posição ideológica, dogmática, de crença religiosa” (TACrSP, RJDTACr 23/374).

[11] Para um trato mais específico sobre o tema, assista: MARTINS, Leon Oliveira. ETUT 03: Como criticar a religião? Disponível em: <http://youtu.be/RHsGxiD_oXY>. Último acesso em 26/12/2013.

[12] BRASIL, Código Penal. Ibid.

[13] Não obstante e por oportuno e por oportuno, trazemos à consideração a lição de Darcy Arruda Miranda (Com. à Lei de Imprensa, 3ª Ed., p. 363) ao tratar do crime de difamação, especificamente quando cuida de pessoa jurídica e sua honra. Diz o Mestre: “A difamação ou injúria coletiva entrevista por Hungria, abonando Manzine, resolve-se, em última análise, na ofensa à pessoa jurídica por interesse comum, que outra coisa não é que uma pluralidade de pessoas vinculadas, no núcleo unitário.”

[14] MIXBRASIL. Novo PLC 122: Frente Parlamentar LGBT se reunirá nesta terça-feira para se posicionar. Disponível em: <http://mixbrasil.uol.com.br/pride/deputado-jean-wyllys-considera-novo-texto-do-plc-122-inocuo-e-convoca-reuniao-da-frente-lgbt.html>. Último acesso em 26/12/2013.

[15] MORAES, Alexandre de. Direito Constitucional. 9ª edição, Editora Atlas: São Paulo, 2001. pp. 69 e 70.

[16] Em publicação realizada na sua página do perfil pessoal no facebook. Disponível em: <https://www.facebook.com/olavo.decarvalho/posts/10152079425012192>. Último acesso em 26/12/2013.

[17] O POVO ONLINE. Milhares de cristãos são assassinados a cada ano, vítimas de sua fé.Disponível em: <http://www.opovo.com.br/app/maisnoticias/mundo/2013/12/24/noticiasmundo,3181763/afp-milhares-de-cristaos-sao-assassinados-a-cada-ano-vitimas-de-sua.shtml>. Último acesso em 26/12/2013.
[18] O GLOBO. Porchat: crítica de Feliciano faz marketing para Porta dos Fundos. Disponível em: <http://oglobo.globo.com/cultura/megazine/porchat-critica-de-feliciano-faz-marketing-para-porta-dos-fundos-9615521>. Último acesso em 26/12/2013.

[19] VARGENS, Renato. Razões porque eu não assisto os vídeos do Grupo Porta dos Fundos. Disponível em: <http://renatovargens.blogspot.com.br/2013/12/razoes-porque-eu-nao-assisto-os-videos.html>. Último acesso em 26/12/2013.






PT se une a religiosos e desagrada a movimento gay



Para grupos de combate à homofobia, partido de Dilma, historicamente ligado à causa, prioriza projeto político em 2013

A força dos políticos evangélicos, que se apoiam em cadeias de rádio e TV mantidas por denominações religiosas ligadas a eles, está provocando o esfriamento das relações entre o PT e os movimentos de defesa dos direitos da minoria gay.
Na avaliação de representantes dos movimentos de combate à homofobia ouvidos pelo Estado, o novo cenário teria como causa o projeto político do PT, de continuidade no poder.
Para manter sua base de apoio e garantir a reeleição, o governo da presidente Dilma Rousseff e os parlamentares petistas estariam fazendo cada vez mais concessões a setores ultraconservadores, representados prioritariamente no parlamento brasileiro pela bancada evangélica.
A situação atual contradiz a história do partido de Dilma, que, desde seu surgimento, na década de 1980, foi simpático às causas do movimento gay.
Do total de 97 proposições que tramitam no Congresso envolvendo de maneira direta ou indireta assuntos relacionados a essa minoria, 38 são de autoria de petistas, segundo pesquisa concluída dias atrás, com patrocínio do Ministério da Justiça.
Intitulada Estudo Sobre Direitos Sexuais, essa pesquisa também mostra que, em segundo e em terceiro lugares, aparecem, bem atrás, o PMDB, com 10 proposições e o PV, com 9. O PSDB está em sexto lugar nessa lista.
Ao chegar à Presidência da República, em 2003, o PT sinalizou que manteria a proximidade com o movimento gay. Foi no governo de Luiz Inácio Lula da Silva que surgiu o programa Brasil Sem Homofobia. Também foi organizada a 1.ª Conferência Nacional LGBT, em 2008, da qual saíram o 1.º Plano Nacional LGBT, contra a discriminação, e um programa de enfrentamento da epidemia de Aids voltado para gays e travestis.
Apesar das boas intenções, a maior parte dessas propostas não saiu do papel, na avaliação de Oswaldo Braga, coordenador de projetos do Movimento Gay de Minas. "No caso do Brasil Sem Homofobia, surgiram grupos de trabalho e muitos documentos, mas poucas ações concretas", afirma Braga.
O coordenador lembra que em 2011 a presidente Dilma Rousseff vetou a distribuição de material educativo sobre diversidade sexual em escolas; e, em fevereiro do ano passado, mandou retirar do ar o vídeo que estimulava o uso de preservativo entre jovens homossexuais. "Os evangélicos pressionaram e a propaganda, focada no segmento mais vulnerável à Aids, não foi veiculada", diz.
Para Luiz Henrique Coletto, vice-presidente da Liga Humanista Secular, "há um apagão deste governo em relação à população LGBT". Ele assinala que parte da bancada petista e setores do Executivo, como a Secretaria de Direitos Humanos, mantêm a tradição de defesa dos gays. Essa não seria, no entanto, a direção do núcleo político do Planalto.
A prova mais recente da guinada petista, segundo Coletto, ocorreu na semana passada, no Senado. Ao votarem o destino do Projeto de Lei 122 de 2006, que criminaliza a homofobia, assim como racismo e o antissemitismo, os senadores decidiram apensá-lo ao debate do projeto do novo Código Penal. Essa era a solução que menos interessava aos gays, porque vai arrastar o debate por vários anos. "Mas era a solução que interessava ao Planalto, que não queria votar a matéria antes das eleições", diz Coletto.
Na votação, os senadores do PMDB e outros partidos da base de apoio do governo apoiaram o apensamento, assim como os do PSDB. Quanto aos petistas, não votaram de forma homogênea. Dos doze senadores que compõem a bancada do partido de Dilma, apenas seis estavam presentes na hora da votação. Desses, quatro votaram contra o apensamento, como desejavam os gays e de acordo com a orientação da liderança partidária. Mas um se absteve e outro votou pelo apensamento, ao lado dos evangélicos.

25 de dezembro de 2013

Maçonaria: Denunciar ou não o pecado dentro da Igreja?

A simples presença de “homens de Deus” envolvidos com política ganhou status de imoralidade e isso se deve às suas ínfimas atuações no que diz respeito a denuncia da corrupção maçônica. Assim, temos uma igreja transvertida pejorativamente, pelo simples prelúdio despudorado.

Hoje, a “igreja” através de alguns pastores canalhas lavam o dinheiro sujo de tráfico de drogas, desviam verbas públicas e não menos importante, participam de tráfico de armas, esquemas de pedofilia e por aí vai... Basta acessar o controle remoto e ficar boquiaberto com o “celestial corruptório”. A igreja evangélica (a maioria) comporta-se como sua mãe, a Grande Prostituta, simples assim.
Satanás (maçonaria) brinca e se diverte pelos púlpitos desavergonhados, apoiando bandidos com a Bíblia debaixo do braço. Crimes santos: é assim! Explico: a legitimação da prevaricação entre amigos e aliados, obtendo a liberdade para trafegar com narizes em pé, como se nenhum dano cometessem. Tudo bem, se não pagarem aqui, nesta terra, irão prestar contas com Deus. Mas nós precisamos denunciar. Falar a verdade. Custe o que custar!
Não consigo compreender como “pastores” andam com gente que deveria estar atrás das grades. A massa não cobra transparência, a maioria dos irmãos não questionam as parcerias imorais, apenas aceitam calados, emudecidos e mumificados.
Isso é o reflexo da falta de vida devocional, por isso esta apatia. Concluo: Invés de santa, a igreja é a CARICATURA PERFEITA DA CAMA DE SATANÁS. Deita e rola gabisa!

cabralfeliciano
feliciano e sergio cabral
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Bispo Manoe Ferreira e o Rev. Moon2
bispo marcos pereira e celso russomano - Priscila e Maxwell Palheta
caio fábio maçonaria - Priscila e Maxwell Palheta
dilma e manuel ferreira - Priscila e Maxwell Palheta_thumb
dilma rousseff e Edir macedo - Priscila e Maxwell Palheta
edino fonseca assembléia de deus madureira RJ - Priscila e Maxwell Palheta
edir macedo e celso russomano - Priscila e Maxwell Palheta
eduardo cunha assembléia de deus madureira RJ - Priscila e Maxwell Palheta
eduardo paes e marcelo crivella - Priscila e Maxwell Palheta
malafaia e josé serra - priscila e maxwell palheta
marco feliciano dilma - Priscila e Maxwell Palheta
pastoras e dilma rousseff - Priscila e Maxwell Palheta
pref luis marinho aloizio mercadante e valdemiro santiago - Priscila e Maxwell Palheta
rr-soares-lula-curral-religioso - Priscila e Maxwell Palheta
silas-malafaia-lindberg-farias-eduardo-paes - Priscila e Maxwell Palheta
Valdemiro e kassab - Priscila e Maxwell Palheta

Rachel Sheherazade fala sobre o Natal! (SBT Brasil) - 24|12|2013

Gosto dela, essa é das minhas. Feliz Natal  a todos!!


24 de dezembro de 2013

ANAJURE e agências evangélicas emitem nota pública sobre a atuação cristã de missões transculturais em terras indígenas brasileiras e os obstáculos criados pelo Poder Público


Escrito em  por . Atualizado em 17/12/2013 18:29h.
NOTA
Ressaltando a importância do trabalho realizado pelas agências cristãs junto aos índios no Brasil, a Associação de Missões Transculturais Brasileiras (AMTB) e o Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas (CONPLEI), com o apoio jurídico da Associação Nacional de Juristas Evangélicos(ANAJURE), emitiram Nota Pública para falar sobre os impedimentos e obstáculos levantados pelo Poder Público que relativizam os direitos constitucionais de liberdade de religião e expressão de missionários e povos indígenas.
O documento traz ao conhecimento da sociedade o crescimento e recrudescimento de políticas públicas e medidas administrativas de organismos estatais que visam a impedir – sem motivos juridicamente aceitáveis para isso – a presença de missionários cristãos entre os povos indígenas, e destaca que através de fatos históricos comprovados em mais de 100 anos de relacionamento com os povos indígenas a característica desta relação tem sido sempre em ajudar social, econômica e politicamente os índios do nosso país.
Nesse sentido, a nota destaca que os trabalhos das agências cristãs, desenvolvidos ao longo de décadas, vão muito além de um mero evangelismo de natureza de catequização, focando-se, assim, em saúde, educação, subsistência e preservação lingüístico-cultural dos povos indígenas. Atualmente, há 257 programas sociais entre as 182 etnias indígenas com presença missionária.
Nos últimos anos, apesar do aumento de restrições à liberdade religiosa de índios e missionários, as agências, sempre buscando o diálogo, tem adotado uma postura meramente defensiva. Mas a partir de agora, com o apoio jurídico da ANAJURE, as agências buscaram de modo mais contundente o resguardo dos seus direitos nos meios políticos e jurídicos nacionais e internacionais, porque não se pode descartar um trabalho sério de décadas de realização de benefícios aos indígenas, simplesmente, por um entendimento ideológico dos grupos que atualmente ocupam o Poder Público.
Para o presidente da ANAJURE, Dr. Uziel Santana, “os canais de diálogo devem permanecer abertos e da parte das agências missionárias sempre assim o foi. Mas o fato é que, em geral, a atitude do Poder Público é, de certa forma, hostil e autoritária. Há flagrantes violações às liberdades civis fundamentais dos indígenas – que, ressalte-se, desejam a presença das missões – e dos missionários. Impedimentos ao livre exercício da liberdade religiosa, da liberdade de expressão e ao desenvolvimento de programas sociais históricos tem acontecido a todo momento, de modo que chegou a hora de acionarmos as instâncias jurídicas do nosso país e de organismos internacionais para buscarmos o resguardo dos nosso direitos e dos indígenas”.
Confira a nota: (Acesse o PDF)
Associação de Missões Transculturais Brasileiras – AMTB, legítima representante de 47 agências missionárias transculturais brasileiras, 14 das quais atuam entre os povos indígenas do Brasil, e oConselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas – CONPLEI, com o apoio jurídico daAssociação Nacional de Juristas Evangélicos – ANAJURE, fulcrados nos princípios constitucionais da liberdade de expressão, da livre manifestação do pensamento e da liberdade religiosa (Art. 5º, incisos IV, VI e IX, Constituição Federal), vem, através do presente expediente, expor aos Poderes Públicos da República Federativa do Brasil e à Sociedade, o que adiante se explicita:
1º) Frente à adoção crescente de políticas públicas e medidas administrativas impeditivas da presença missionária nas áreas indígenas, a partir da assunção de pressupostos – por certo sem base na realidade fáctica, histórica e jurídica – que assentem que a atuação missionária, por si só, é nociva a esses povos, é chegado o momento de demonstrarmos, através de todos os meios de prova legais e legítimos existentes no Direito, que tais premissas não se sustentam ao serem cotejadas com os fatos históricos da nossa atuação entre os povos indígenas nesses mais de 100 anos. Apesar de reconhecermos que houve desacertos no passado, cometidos em nome de um cristianismo equivocado, em geral, a atuação missionária nas áreas indígenas brasileiras está historicamente associada à preservação física, social, cultural e lingüística desses povos. Nesse sentido, afirmamos, peremptoriamente, que não mais admitiremos injurias, difamações ou calúnias de qualquer natureza, sem a devida prova da alegação, sobre nossas agências e missionários.
2º) Frente às sugestões de que nossa ação junto aos povos indígenas é meramente catequizadora, é momento de trazer a público, de modo mais contundente ainda, as iniciativas e ações missionárias desenvolvidas por nossas agências ao longo de décadas. Ações essas, notadamente, nas áreas de saúde, educação, subsistência e preservação lingüístico-cultural dos povos indígenas, com reconhecimento do próprio orgão indigenista oficial, primeiro SPI (Serviço de Proteção ao Indio) e posteriormente FUNAI (Fundação Nacional do Indio), em tempos anteriores a esta onda de perseguição institucional à qual, certos setores, têm-nos submetido. Conforme o relatório “Indígenas do Brasil”, publicado em 2010 pelo Departamento de Assuntos Indígenas da Associação de Missões Transculturais Brasileiras (DAI-AMTB), há 257 programas sociais entre as 182 etnias indigenas com presença missionária, nos quais foram realizados mais de 100 mil atendimentos médicos e odontológicos tão-somente entre os anos de 2010 e 2012, a grande maioria sem qualquer participação financeira governamental. Assim também, na área acadêmica, nossas agências, através de um trabalho meticuloso e abalizado, metodológica e cientificamente, produziram, nos últimos anos, mais de 600 materiais de cunho acadêmico-educacional sobre línguas indígenas de povos originários brasileiros, preservando-se, assim, importante acervo memorial e cultural da nossa nação. Nesse sentido, é de se ressaltar, também, que as ortografias indígenas que hoje estão em uso foram, majoritariamente, desenvolvidas por instituições missionárias, num esforço intelectual que, de longe, supera projetos de extensão acadêmica levados a cabo, com amplo financiamento, em universidade públicas federais ou estaduais, por exemplo. Assim também, é de se destacar os posicionamentos das nossas agências missionárias, relativos a conflitos de terras e outros tipos de exploração, sempre em defesa dos povos indígenas.
3º) Frente às diversas tentativas de cerceamento dos direitos das comunidades indígenas, através de um patrulhamento ideológico, por certo, inconstitucional e ilegal, onde se desconsidera, inclusive, os princípios da autonomia da vontade e da autodeterminação dos povos indígenas, buscando-se perpetuar uma situação de tutela e assistencialismo estatal já superadas nos planos acadêmico e jurídico, é momento de nos posicionarmos, mais firmemente, a favor de tais direitos constitucionais e infraconstitucionais das comunidades indígenas, direitos esses garantidos não só pela nossa Magna Carta, mas também e, sobretudo, por tratados internacionais. Nesse sentido, vale citar: a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) – aprovada pelo Congresso Nacional brasileiro em 25 de agosto de 1993, e entrando em vigor através do Decreto Legislativo n. 143, de 20 de junho de 2002 –; a Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas, aprovada pela Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em 13 de setembro de 2007, tendo o Brasil como país signatário; e os diversos posicionamentos da Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA – Organização dos Estados Americanos, todos no sentido da prevalência do princípio da autodeterminação dos povos, inclusive, da capacidade dos povos indígenas de celebrarem tratados internacionais e terem sua própria ordem jurídica, em coexistência com a dos Estados Nacionais onde seus territórios estejam encravados. Tudo isso para garantir que os povos indígenas tenham seus direitos assegurados, como é o caso do Direito de Liberdade Religiosa.
4º) Frente às constantes perseguições e repetidas tentativas de impedimento das atividades missionárias junto aos povos indígenas do Brasil, é momento de denunciarmos que determinados setores da sociedade brasileira, alguns, infelizmente, ligados ao próprio Estado, orientados por uma ideologia, declaradamente, anticristã e antidemocrática, têm promovido acintosamente uma perseguição ideológica e religiosa às nossas agências e missionários, ferindo-se, assim, frontalmente, liberdades civis fundamentais, como é o caso da nossa Liberdade Religiosa, de Culto e de Expressão. Até o presente momento, nossas agências adotaram uma postura equilibrada, de paz, respeito, tolerância, sempre e apenas se defendendo. Mas é chegado o momento de, no plano político e jurídico, lutarmos pelos nossos direitos constitucionais e legais. A história da nossa atuação missionária, nesses termos, é a expressão do nosso testemunho cristão, de modo que não mais nos resignaremos perante perseguições e falsas acusações, que ferem a honra de indivíduos e organizações missionárias. Destarte, também não aceitaremos mais passivamente o cerceamento dos nossos direitos constitucionais – assim como dos próprios povos indígenas – de servir ao próximo e compartilhar livremente nossa fé e crença, sempre de forma voluntária, respeitosa e dialogal, submetendo-nos, como sempre foi, aos parâmetros jurídicos vigentes.
Ex positis, como um primeiro passo nessa direção, nossas instituições supra indicadas e infra assinadas por seus mandatários, colocam-se à disposição da Sociedade Brasileira e dos Poderes da República Federativa do Brasil, em especial dos órgãos oficiais de administração dos povos indígenas e o Ministério Público Federal, a fim de dialogar sobre as questões acima elencadas, com o fito de, de uma vez por todas, o Estado brasileiro deixar de impedir ou restringir, inconstitucional e ilegalmente, nossa atuação histórica em terras indígenas.
Neste momento, é o que nos cumpre.
Brasília, 12 de dezembro de 2013

                          Cassiano Batista da Luz                                                     Henrique Terena
                                    Presidente                                                                        Presidente
                                        AMTB                                                                               CONPLEI
(Associação de Missões Transculturais Brasileiras)                 (Conselho Nacional de Pastores
                         
www.amtb.org.br                                                                              e  
        
                                                                                                         Líderes Evangélicos Indígenas) 
                                                                                                                          
www.conplei.org.br


                                                                  Dr. Uziel Santana dos Santos
                                                                                    Presidente 
                                                                                      ANAJURE
                                                   (Associação Nacional de Juristas Evangélicos)
                                                                            www.anajure.org.br

Fonte
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