Já em vias de ser afastada pelo Senado Federal no processo de impeachment, Dilma Rousseff fez um importante discurso durante o Dia do Trabalho, 1° de maio, onde garantiu que o seu governo possibilitaria um aumento médio de 9% nos pagamentos do Bolsa Família, principal programa social do Brasil.
O anúncio foi feito durante um ato que teve bastante adesão dos militantes e favoráveis à presidente afastada. O evento ocorreu no Vale do Anhangabaú, em São Paulo. Ao lado de aliados, Dilma garantiu: “Falam que o nosso governo parou, mas enquanto tentam fazer isso nós estamos aqui anunciando um reajuste de 9% no Bolsa Família”.
Ao contrário, no entanto, do que projetou Dilma Rousseff e simpatizantes do governo anterior, Michel Temer não apenas manteve o programa como, nesta quarta-feira, 29, anunciou um reajuste no pagamento até maior do que os 9% propostos por sua antiga companheira de chapa.
Ao lado do ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, opresidente interino anunciou um reajuste de 12,5% no Bolsa Família a ser implementado já a partir do dia 17 de julho.
Temer, por outro lado, se pronunciou no sentido de que deseja, em um futuro, tornar esse programa “desnecessário” para os brasileiros. Para isso, quer focar os esforços do seu governo na criação de novos empregos. Enquanto houver a extrema pobreza, segundo ele, programas da natureza do Bolsa Família seguirão indispensáveis.

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