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31 de julho de 2016

“PASTOR RICARDO GONDIM” NEM TODAS AS RELAÇÕES HOMOSSEXUAIS SÃO PROMÍSCUAS


Ricardo Gondim, a força clarividente da tendência liberal. O Iluminista veio à público com seu bordão de intelectualidade, de ateísmo prático, para demonstrar mais uma de suas fraquezas de caráter. Ricardo é uma espécie de absurdos teológicos misturados na imagem do cara sério! Demonstrou decisivamente ser a favor da união civil entre homossexuais por questões de demanda jurídica do direito. Pior, diz estar cansado do rigor doutrinário “A igreja deve entender que nem todas as relações homossexuais são promíscuas”. Provavelmente tenha dito isso por que está encorajado a desfrutar deste mesmo direito! Uma obstinação pastoral quase irracional, desdenhada dos princípios morais bíblicos, de uma irresponsabilidade espiritual tal, que ficaria fácil identificar sua implícita relação com os cálculos individuais do teosofismo e cosmopolismo. Insensato, ou até mesmo satânico, seja lá qual destes piores aspectos se encaixa, percebo que é cotidiano líderes provocar a condenação bíblica sobre os homens. Quando altivamente procuram resolver as questões espirituais de sua época, orientando mediante intuição e experiência. Uma combinação que está condenada ao fracasso, pois não se origina da Luz da Cruz de Cristo! Quanto a questão do direito, é importante frisar que se trata de um código civil concernente a todas as pessoas. O que não pode ser visto em proporções maiores por qualquer estilo.

As convicções e as responsorialidades devem ocupar o mesmo espaço de direito. O que temos que entender aqui é simples: a referência institucional de cada uma delas. A igreja, a teologia e a fé garante sua postura pastoral no objetivo de encaminhar sua comunidade à Cristo. É fácil, só os homossexuais não entrarem lá na presunção de determinar que estes princípios sejam modificados, por que querem ser aceitos dentro da comunidade como pessoas normais ! Da mesma forma seria estúpido cogitar como atitude correta um cristão invadir algum espaço homoafetivo deste mundo para que tenham orientações disciplinares! O problema do Gondim vai além da preocupação humana e institucional!

Este indivíduo aderiu a teologia inclusiva, no qual Deus é amor, e a união homoafetiva estável pode ser vista sem pecado, por interesses escrotos com ambições desmedidas! Bíblica, e fundamentalmente, este vício cultual a promiscuidade “Sodomia” sempre será relembrado repetidamente pelas Sagradas Escrituras como ex. de julgamento Divino (Dt29.23;Is1.9;Jr.49.18;Lm4.6;Am4.11;Lc17.29;2 Pe2.6) Sodomia, vício usual do órgão excretor, sempre será sinônimo de pecado deliberado (Is3.9;Lm4.6;Jd7), orgulho e complacência prospera. Abominação e perversão concentrada. Particularmente a homossexualidade, a sodomia provê um relato teológico bíblico documental sobre o julgamento divino, implementado por desastre natural (Gn18.20-25), com uso de discriminação sem misericórdia no julgamento final (1 Cor 6.10). Deus age porém com sua ira, lembrando da sua misericórdia se incluir a justiça, a redenção e a santificação do pecador. As habilidades de Gondim sugerem que estes registros não tem mais valor educativo e legal para conduzir o homem a uma Salvação e Redenção!

Poe em dúvida a extensão deste julgamento moral, vindicados nos fatos da própria história, o qual estão enraizados no Evangelho, e Cristo foi o cumprimento, por uma simples questão de direitos humanos! Por que reinam estes mestres de fábulas? Por que convém que todas as profecias se cumpram, até que o Cristo glorioso se manifeste numa vinda gloriosa para arrebatar a sua Igreja! Sendo assim sementes de discórdia como esta continuarão ser semeadas, para garantir que o processo escatológico esteja completo, e cumpra rápido! Maranata! FONTE: GOSPEL+

Rio Grande do Norte tem 34 ataques a ônibus em dez cidades



A secretaria de Segurança do Rio Grande do Norte informou que subiu para 25
 número de presos por envolvimento em atos de vandalismo contra o transporte
 público na região metropolitana de Natal e no interior do Estado. De acordo 
com o último balanço divulgado pelo governo do Estado, em dez cidades, 
34 ataques a ônibus e a prédios públicos foram registrados desde a tarde de
 ontem, quando as primeiras ocorrências foram registradas.

Moradores de Natal estão publicando nas redes sociais imagens dos ônibus incendiados pela cidade desde essa sexta-feira (29)
Moradores de Natal estão publicando nas redes sociais imagens dos ônibus incendiados 
pela cidade desde essa sexta-feira (29)Foto: Reprodução/Twitter

De acordo com o governo, os atos são uma retaliação de criminosos contra a
 instalação de bloqueadores de celulares no presídio de Parnamirim. Em entrevista 
coletiva, o governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, afirmou que o
 efetivo policial está mobilizado para coibir novos atos de vandalismo. Faria também 
afirmou que ainda não é necessário solicitar ao Ministério da Justiça envio de tropas
 da Força Nacional ao estado.


Homens são presos suspeitos de ataque a ônibus no Rio Grande do Norte
Homens são presos suspeitos de ataque a ônibus no Rio Grande do NorteFoto: SESED/ASSECOM

"O governo está decidido a enfrentar qualquer ato violento que acontecer no estado. 
Não vamos recuar na instalação dos bloqueadores celulares nos presídios e não há 
possibilidade de negociação com líderes de movimentos criminosos. Os policiais 
estão liberados a agir com autonomia e conforme a lei para prender todos os
 responsáveis por essas ações de vandalismo", disse o governador.
No início da manhã de hoje, os ônibus saíram da garagem sob escolta da Polícia 
Militar (PM), e o serviço de transporte público foi restabelecido em Natal. 
Na sexta-feira, após os primeiros ataques, as empresas recolheram os veículos e 
deixaram os usuários sem transporte na volta para casa.


Robson Faria, governador do Rio Grande do Norte (centro), garante que o Estado não recuará no combate à criminalidade
Robson Faria, governador do Rio Grande do Norte (centro), garante que o Estado
 não recuará no combate à criminalidadeFoto: SESED/ASSECOM

Em nota, a Secretaria de Segurança pede que população denuncie atos suspeitos, 
por meio do número telefônico 181. A identidade do colaborador será mantida 
em sigilo.

* Com informações da Secretaria de Segurança do Rio Grande do Norte

NOTICIAS TERRA

30 de julho de 2016

Hillary Clinton lança livro e elogia 'intelecto' e 'determinação' de Dilma

Em suas memórias, ex-secretária de Estado dos EUA critica Hugo Chávez.

Capítulo dedicado à América Latina chama-se 'Democratas e demagogos'




A ex-secretária de Estado dos Estados Unidos,Hillary Clinton, lançou nesta terça-feira (10) seu livro de memórias, no qual menciona a presidente Dilma Rousseff.


Em "Hard Choices" ("Escolhas Difíceis", em tradução livre), Hillary dedica um capítulo à América Latina, com subtítulo de "Democratas e demagogos" e identifica Dilma e o falecido líder venezuelano Hugo Chávez como os dois lados da moeda no continente.


Segundo a ex-secretária de Estado, Chávez não era uma "ameaça real, exceto para seus próprios cidadãos" e o classifica de "estorvo" para a política externa americana.


Sobre Dilma, Hillary escreveu que "pode ser que não tenha o colorido descaramento de Lula ou a experiência técnica de (Fernando Henrique) Cardoso, mas tem um forte intelecto e verdadeira determinação".


"Em vez de desprezar ou bater e encarcerar os manifestantes, como tantos outros países fizeram, inclusive a Venezuela, Dilma se reuniu com eles, reconheceu suas inquietações e lhes pediu para trabalhar com o governo para resolver os problemas", acrescenta Clinton em suas reflexões.


Preconceitos
Hillary lança livro emNova York, nesta terça (10) (Foto: AP Photo/Bebeto Matthews)Hillary lança livro emNova York, nesta terça (10) (Foto: AP Photo/Bebeto Matthews)


A ex-secretária de Estado assegura, além disso, que os Estados Unidos devem superar seus preconceitos em relação à América Latina e reconhecer os avanços tanto políticos como econômicos que o continente experimentou nos últimos anos.


Na lista de elogios, Hillary também inclui a presidente do Chile, Michelle Bachelet, que inclusive classifica de "amiga", enquanto entre "os demagogos" põe, ao lado de Chávez, Fidel Castro e o ex-presidente de Honduras, Manuel Zelaya, derrubado por um golpe de Estado.


Além disso, a chefe da diplomacia americana entre 2009 e janeiro do ano passado relata que, sob seu mandato, recomendou ao presidente Barack Obama reduzir a pressão econômica contra Cuba, "porque não era útil para os interesses americanos dirigidos a promover a mudança na ilha comunista".


Em sua opinião, o embargo só conseguiu "dar a (Castro) alguém a quem culpar pelos males econômicos de Cuba (...), não estava cumprindo os objetivos (...) e estava lastrando em um marco mais amplo a agenda de toda a América Latina".


As memórias de Hillary Clinton causaram muita expectativa nos Estados Unidos e muitos veem nelas um prelúdio ao anúncio oficial de sua candidatura à presidência pelo Partido Democrata.


O Pentecostalismo e seus Danos à Igreja de Deus


Os Três Perigos


Ao longo de sua história, a igreja cristã tem enfrentado três graves perigos: o paganismo, opapismo e o pentecostalismo. O paganismo ameaçou a igreja logo nos primeiros anos de sua existência, especialmente por meio de um misto de religiões, filosofias e fábulas que mais tarde ficou conhecido como gnosticismo. Esse modelo exercia forte atração sobre os cristãos menos preparados porque, além de oferecer experiências místicas, como visões e coisas do tipo (Cl 2.18), também impunha aos seus seguidores normas de conduta que pareciam piedosas — regrinhas como "não pode isso", "não pode aquilo" (Cl 2.20-23).

O maior atrativo do gnosticismo, porém, estava na alegação de que seus adeptos formavam uma elite espiritual detentora de um grau de espiritualidade e conhecimento (gnosis) que outras pessoas eram incapazes de ter. O papismo, por sua vez, desenvolveu-se em decorrência de processos muito mais longos e complexos, iniciados já no século 2, e que culminaram no surgimento de uma espécie de príncipe eclesiástico com autoridade universal, supostamente dotado de infinitos poderes temporais e espirituais — uma espécie de deus, reconhecido, aliás, como infalível! Por causa do papismo, a igreja medieval ficou muitas vezes nas mãos de homens inescrupulosos, imorais e corruptos que, em nome de Cristo e em benefício próprio, cometeram atrocidades como as guerras das Cruzadas, os crimes da Inquisição e a exploração impiedosa do povo por meio da venda de relíquias e de indulgências. O caos e a vergonha a que o papismo lançou a igreja deram ensejo à Reforma Protestante do século 16. 

O terceiro perigo, o pentecostalismo, é de todos o mais recente e também o mais danoso, posto que abriga elementos dos dois primeiros e, conforme será demonstrado, trouxe prejuízos para o cristianismo que nem mesmo os piores inimigos da fé foram capazes de causar nestes 2 mil anos de história eclesiástica. O surgimento do movimento pentecostal geralmente é datado de 1906, ano em que William Joseph Seymour, um pregador afro-americano, iniciou reuniões num barracão na Rua Azuza, número 312, em Los Angeles, EUA. Nessas reuniões, a ênfase era a busca do batismo com o Espírito Santo, o que Seymour cria ser uma experiência mística pós-conversão, acompanhada pelo falar em línguas. Ora, a Bíblia ensina que o batismo do Espírito Santo é dado a todos os crentes, sem que eles precisem se esforçar para obtê-lo (1Co 12.13; Gl 3.2). Também ensina que isso ocorre no momento da conversão (Ef 1.13), sem nenhuma necessidade de ser evidenciado pelo dom de línguas, já que, na Igreja Primitiva, esse dom era dado somente a alguns (1Co 12.30).

 Contudo, os seguidores de Seymour criam que o batismo do Espírito Santo era uma espécie de segunda bênção (a primeira bênção seria a conversão) dada por Deus somente a quem a buscasse com orações, jejuns, clamores, lágrimas e vigílias. Por isso, testemunhas oculares relataram que, na Rua Azuza, as pessoas passavam dias e noites gritando, chorando, gemendo, uivando, pulando, girando e se contorcendo, enquanto clamavam pela "bênção". Já os que eram "batizados" balbuciavam o que criam ser línguas estranhas e, em êxtase, caíam no chão onde ficavam rolando ou se sacudindo, numa manifestação frenética de loucura total. Outros, ainda, desmaiavam e ficavam deitados por horas a fio, inertes como se estivessem mortos. Tudo isso, pensavam, era necessário e valia a pena, pois o batismo do Espírito Santo, uma vez recebido, elevaria o crente a um novo e mais rico patamar espiritual, tornando-o participante de uma elite de homens santos e fazendo-o desfrutar de uma vida repleta de experiências poderosas e arrebatadoras com Deus.

 Foi dito aqui que o primeiro grande perigo que ameaçou a igreja de Cristo foi o paganismo manifesto em doutrinas gnósticas. Pois bem, o pentecostalismo demonstrou ser um dos maiores danos que já sobrevieram à igreja porque, com sua ênfase numa doutrina jamais ensinada nas Escrituras, trouxe de volta para o cristianismo precisamente aquelas velhas noções pagãs, apegando-se ao êxtase, ao frenesi espiritual e, especialmente, ao principal conceito gnóstico da existência de uma elite espiritual que se situa acima dos crentes comuns. Então, como ocorreu com o gnosticismo nos séculos 1 e 2, a possibilidade de provar emoções novas e de fazer parte de uma elite espiritual fez com que o pentecostalismo atraísse uma imensa massa de pessoas ignorantes, ávidas por experiências místicas e sedentas por conquistar o reconhecimento e a admiração dos seus correligionários. Conforme dito anteriormente, a segunda maior ameaça sofrida pela igreja ao longo dos séculos foi o papismo. Ora, o pentecostalismo também não deixou de fora os principais elementos desse mal. Com efeito, além de trazer novamente para a igreja de Cristo o velho paganismo combatido pelos pais apostólicos do século 2, o movimento pentecostal trouxe também para a igreja evangélica o velho papismo combatido pelos reformadores do século 16.

A diferença é que o papismo pentecostal é um papismo piorado. De fato, se no romanismo foi acolhida a figura de um papa apenas, no movimento pentecostal ocorreu a diabólica proliferação de um exército de pequenos papas locais, todos reivindicando autoridade divina e infalibilidade absoluta sob os títulos de bispo, apóstolo, profeta ou patriarca. Com incrível ousadia, todas essas figuras alegam que Deus lhes fala diretamente e, à semelhança dos pontífices medievais, não aceitam que suas opiniões ou condutas sejam questionadas por ninguém e em nenhum grau. Também à semelhança dos papas renascentistas, esses facínoras exploram a boa fé do povo e juntam tesouros para si, vendendo quinquilharias que dizem ser santas e dotadas de poder. Na verdade, isso acontece hoje numa escala tão grande que é fácil concluir que os papas medievais, em termos de engano e estelionato, teriam muito que aprender com os pequenos papas da atualidade que reinam soberanos nas igrejas pentecostais.

 Uma fábrica de seis males Se o pentecostalismo abriga elementos do paganismo e do papismo, há também outras razões muito mais perceptíveis que comprovam que essa vertente dita evangélica é um risco terrível para a causa cristã. Para expor essas razões, basta descrever o pentecostalismo como uma fábrica de seis males: heresia, superstição, falsos irmãos, hipocrisia, desordem e desilusão. Neste artigo serão expostos somente os dois primeiros males. Os demais serão abordados na parte 3 desta série. Por que podemos afirmar seguros que o pentecostalismo é uma fábrica de heresias? A resposta é simples e lógica: Crendo que Deus fala diretamente aos seus apóstolos e profetas, bem como àqueles que foram agraciados com a “segunda bênção”, os pentecostais não valorizam o estudo teológico, a exegese ou mesmo as lições mais elementares da hermenêutica bíblica. Para quê? — dizem eles — se afadigar na análise do texto bíblico, no aprendizado das línguas originais ou na leitura de obras de profundidade doutrinária se Deus nos fala diretamente? Aliás, no afã de ressaltar essa fábula, alguns pastores mais criativos deixam uma cadeira vazia ao seu lado no púlpito, afirmando que aquele lugar é ocupado por um anjo ou pelo próprio Espírito Santo que, pondo-se ao seu lado, sussurra as coisas que ele deve dizer à multidão.


 Agravando essa situação, grande parte dos líderes pentecostais se opõe ferozmente ao estudo da teologia, dizendo que “a letra mata” (2Co 3.6). Ora, o fácil contexto dessa citação é suficiente para mostrar que Paulo fala ali da Lei Mosaica (a letra) e seu impacto mortal sobre aqueles que tentam ser justificados através da sua observância. Para os pentecostais, porém, nesse texto, Paulo, justamente o apóstolo mais estudioso do Novo Testamento (At 26.24), reprovava o dedicado estudo da Palavra de Deus! O resultado dessas proezas é que o pentecostalismo acaba sendo um prato cheio para os que se deleitam na preguiça intelectual e dá ensejo para que homens sem preparo, seguindo as imaginações de seu próprio coração e chamando tudo o que lhes vêm à mente de “revelação”, ensinem aos seus seguidores absurdos que vão desde as tolices mais chocantes até as heresias mais deploráveis e destruidoras. Na verdade, esse fato é tão notável e evidente que qualquer crente com conhecimento teológico básico sabe que é mais fácil encontrar um dente na boca de um torcedor corintiano do que uma frase de alto valor doutrinário na boca de um pastor pentecostal.

 De fato, poucas vezes na história do pensamento cristão existiu uma fábrica de heresias tão produtiva como o pentecostalismo. Há algum tempo eu adquiri o grau de mestre (Th.M) em teologia histórica e posso afirmar depois de muitos anos de estudo que nem Márcion, o arqui-herege do século 2, nem os montanistas, nem os defensores da cristologia heterodoxa que ameaçou a igreja nos séculos 4 e 5, nem os cátaros, nem o catolicismo medieval, nem os radicais da época da Reforma, nem as seitas pseudocristãs da atualidade, superaram o pentecostalismo na produção de doutrinas blasfemas, desvios teológicos, erros de interpretação, ensinos destruidores, lições vergonhosas e propostas antibíblicas. Quem duvida, deve estudar esses movimentos e compará-los com as aberrações que dia após dia brotam dos púlpitos pentecostais. Sem dúvida, o crente sincero se sentiria mais à vontade numa missa dirigida pelo Papa Inocêncio III do que num “culto de libertação” realizado por pentecostais. Se bem que, na verdade, o melhor mesmo seria não comparecer em nenhuma das duas reuniões.

 O segundo mal que a máquina pentecostal produz incansavelmente é a superstição. Mais uma vez, a noção de que Deus fala diretamente a seus profetas, revelando coisas novas a cada dia, fez com que o pentecostalismo abrisse as portas para o misticismo religioso, repleto de crendices toscas inventadas por pessoas que diziam ter recebido uma “revelação” qualquer. Os reformadores do século 16 afirmavam que a superstição é filha da ignorância. Assim, sem conhecer a doutrina bíblica e fiando-se nas ilusões de inúmeros sonhadores, os pentecostais passaram a acreditar em frases mágicas (“eu determino”, “tá amarrado”, “eu tomo posse”, “eu não aceito...”), em rituais de quebra de maldição, na força maior de orações feitas de madrugada, no poder de objetos ungidos com óleo de cozinha e até em água milagrosa obtida por meio de um copo deixado sobre o aparelho de TV durante a transmissão de um programa evangélico qualquer.

 Percebendo a facilidade com que as massas criam nessas fábulas, homens perversos e impostores foram atraídos para o meio pentecostal onde conquistaram facilmente postos de liderança (para se destacar no meio pentecostal basta gritar, sapatear e rodopiar bastante). Então, movidos pela ganância, esses homens inventaram ainda mais superstições, criaram um amplo comércio de relíquias muito semelhante ao que a igreja católica explorou na Idade Média e enriqueceram vendendo cacarecos ungidos para o povo iludido, prometendo saúde e prosperidade por meio dessas coisas (2Pe 2.1-3). A massa desesperada seguiu esses golpistas, acreditando que sua vida ia melhorar e, então, os salões pentecostais ficaram lotados. Foi assim que o pentecostalismo fez com que a igreja do Senhor recebesse a fama de um covil de ladrões e a maravilhosa fé cristã, exposta e defendida por gigantes e santos do passado, ficasse com a pecha de uma religião de feiticeiros, muito semelhante à macumba, ao candomblé, ao baixo catolicismo e ao fetichismo de tribos primitivas.

Com efeito, nenhuma outra estratégia do diabo foi capaz de emporcalhar tanto o santo nome da igreja de Deus. O terceiro mal que o pentecostalismo fabrica incessantemente são os falsos irmãos. Infelizmente, ao contrário do que muitos pensam, um número enorme de pentecostais jamais conheceu a salvação anunciada no verdadeiro evangelho. Isso acontece especialmente porque quem se filia a esse movimento geralmente o faz em busca dos milagres de Cristo e não do seu perdão. Porém, outra causa para o grande número de incrédulos dentro dessa vertente evangélica está no fato de que os pentecostais acreditam piamente na heresia arminiana da perda da salvação. Consequentemente, ainda que afirmem em teoria que a salvação é somente pela fé em Cristo, na prática, os pentecostais vivem tentando se manter salvos por meio da religiosidade aparente, das práticas rituais e da observância de regrinhas inventadas pela igreja.

Por incrível que pareça, muitos deles chegam a acreditar que preservam a salvação porque não deixam a barba crescer ou porque nunca vestiram uma bermuda! Tudo isso mostra que muitos pentecostais jamais entenderam as Boas Novas de Cristo, sendo apenas incrédulos cheios de medo tentando melhorar de vida ou buscando ser salvos pelo esforço próprio. Obviamente, essa presença enorme de falsos crentes no meio evangélico, produzida especialmente pelo movimento pentecostal, é uma das principais causas do descrédito a que foi lançado o cristianismo nos tempos modernos. A hipocrisia é o quarto mal que a máquina pentecostal fabrica. A ênfase numa espiritualidade marcantemente exterior, com gritos, pulos e quedas no chão, deu espaço para constantes representações teatrais. Com efeito, simulando o que chamam de “transbordar do Espírito”,

 muitos pentecostais sapateiam, rodopiam e se contorcem como loucos, tudo para convencer os outros de que são fervorosos espiritualmente. Também a altíssima valorização do falar em línguas impeliu esse povo ao fingimento, levando-os a repetir, por conta própria, três ou quatro sílabas desconexas a fim de dar a impressão de que foram agraciados com o maravilhoso dom descrito em Atos 2 (muitos deles, depois de “falar em línguas de anjos” no domingo, falam a língua dos demônios durante a semana na forma de palavrões!). Buscando ainda status dentro da igreja, muitos pentecostais fingem profetizar, quando, na verdade, somente dizem qualquer coisa que lhes venha à mente e que possa estar relacionada à vida alheia. Naturalmente, todo esse teatro é facilmente percebido por qualquer pessoa normal, o que transforma a fé cristã em motivo de piadas aos olhos dos incrédulos.

 O quadro descrito acima desemboca facilmente no quinto mal produzido pelas igrejas pentecostais: a desordem. Nem num hospício, nem num desfile de carnaval, nem na Câmara dos Deputados em Brasília é possível ver e ouvir as loucuras e sandices que se veem e ouvem num culto pentecostal.

Ali uns riem, outros uivam; uns correm de lá para cá, outros rolam no chão; uns dançam, outros oram aos gritos... No final, dizem que tudo isso é fervor ou ação do Espírito Santo. Pra piorar, os pentecostais ainda afirmam que a igreja ordeira, centrada no estudo da Palavra, marcada por decência, reverência e santo temor é, na verdade, fria e precisa aprender muito com eles se quiser amadurecer na vida cristã! Finalmente, o sexto mal que se origina no pentecostalismo é a desilusão. Ouvindo profecias vazias e revelações inventadas, muitas pessoas criam esperanças que jamais se cumprem e que as lançam, enfim, num poço de frustração.

 Quando isso acontece, para agravar a situação, mestres impostores as atormentam ainda mais, dizendo que as ditas profecias não se cumpriram por causa da falta de fé. Então, além de frustradas, essas pessoas passam a se sentir também culpadas, vivendo infelizes pelo resto da vida. Outros, seguindo orientações que lhes disseram ter sido reveladas por Deus, tomam decisões ou praticam coisas que acabam por destruir sua família, seu casamento, sua juventude, seu futuro, sua saúde, sua carreira e seu patrimônio. Quando, enfim, despertam para isso, percebem muitas vezes que é tarde demais. Há ainda aqueles que, numa busca escravizadora pelo que acreditam ser o batismo do Espírito Santo, entregam-se a um rigorismo cruel que os priva do lazer (cinema é pecado!), do conforto (mulher de calça comprida? Nem pensar!), do alegre convívio com os filhos pequenos (ir à praia com eles seria pura carnalidade!) e até dos prazeres do leito conjugal. No fim de tudo, ao descobrirem que nada disso teve qualquer proveito, passam a se lamentar frustrados, percebendo que foram enganados, que a vida passou e que aquilo que perderam não pode mais ser recuperado. Veem-se, assim, quão horríveis são os males causados pelo pentecostalismo.

Como evitá-los? Como fugir deles? Esse será o tema do último artigo desta série. Ressalvas e Opções Muitas pessoas vão dizer que nesta série de artigos eu faço confusão entre pentecostalismo e neopentecostalismo. Dirão que, na verdade, é somente o neopentecostalismo que realiza os abusos que tenho enumerado, estando o pentecostalismo “clássico” livre disso tudo. Esse parecer resulta de certas distinções que foram feitas no passado entre o chamado pentecostalismo de “primeira onda” (com ênfase no batismo do Espírito acompanhado de línguas estranhas), o pentecostalismo de “segunda onda” (com ênfase em curas e milagres) e o da “terceira onda” (que adota a teologia da prosperidade). Sem dúvida, essa distinção tem certo valor como forma de classificação que auxilia a análise histórica do movimento. Contudo, a observação do cenário atual mostra que, na prática, a referida diferenciação tornou-se obsoleta, não fazendo mais qualquer sentido. Com efeito, como acontece em qualquer praia em que uma “onda” logo se mistura com a outra, o mesmo ocorreu com o pentecostalismo. Por isso, hoje é possível perceber que a “primeira”, a “segunda” e a “terceira onda” se mesclaram, viraram uma vaga só, espumando heresias, confusões, fraudes, escândalos e hipocrisias.

Assim, a diferença entre pentecostalismo e neopentecostalismo, se houver, poderá talvez ser encontrada na eventual ênfase que cada igreja em particular dá a um erro específico. Na base, porém, todo o movimento se iguala, pois as comunidades que o compõem adotam os mesmos pressupostos, praticam e pregam basicamente as mesmas coisas, afirmando a crença na “segunda bênção”, nas revelações e nos portentos supostamente concedidos por D™eus aos seus falsos apóstolos e profetas ilusórios. Feita essa ressalva, importa agora voltar a atenção para os crentes em Cristo que se encontram nas igrejas pentecostais. Sim, há cristãos de verdade nessas comunidades. Eu conheço muitos deles. Trata-se de irmãos em Cristo que percebem que algo está errado, que sentem a falta de alimento sólido, que observam inconformados aquelas manifestações fingidas de arrebatamento espiritual, que sofrem percebendo a ação de espertalhões e a santidade hipócrita de quem louva a Deus com gritos mas tem a vida suja (Is 29.13). São irmãos que, à vezes, se sentem culpados, pensando: “Será que o errado sou eu? Será que não tenho fervor? Será que Deus está realmente agindo aqui e só eu não estou vibrando? Por que não sinto vontade de gritar e pular? Por que não consigo falar em línguas? E quanto a essas profecias, curas e orações barulhentas? Será que só eu percebo que são forçadas?”. Tive contato com muitos irmãos amados que enfrentaram esses dilemas no meio pentecostal e que hoje estão num aprisco bíblico. Outros, porém, geralmente por causa de vínculos sociais e afetivos, ainda vivem nesse meio, mesmo se sentindo incomodados e pouco à vontade. Para esse crentes de verdade, creio haver quatro opções:

 1. Permanência com influência: Nessa primeira opção, o crente permanece na igreja em que está, tentando mudar as coisas. Trata-se de uma decisão nobre, mas a experiência mostra que tem poucos resultados. Ademais, essa opção tem se mostrado perigosa, pois, geralmente, com o passar do tempo, os crentes que a adotam ficam indiferentes diante do erro. Aos poucos, sem que percebam, tornam-se menos rígidos em seus julgamentos. A constante e tácita convivência com a mentira faz com que, para eles, o mal se torne normal (e até engraçado). O resultado final é que, sem alimento espiritual e com as faculdades amortecidas, seu testemunho entra em colapso, seu casamento começa e enfrentar crises e seus filhos, quando crescem, correm para o mundo, dizendo que tudo na igreja não passa de representação barata.

 2. Ecclesiola in ecclesia: Essa expressão significa “pequena igreja dentro da igreja” e foi usada especialmente pelos puritanos da Inglaterra para se referir a pequenos grupos de crentes verdadeiros que se reuniam para cultuar a Deus de maneira correta, sem, contudo, se desligar da igreja maior, cheia de erros, à qual pertenciam. Essa opção pode ser útil, especialmente porque uma ecclesiola seria um bom lugar para levar o visitante, sem passar vergonha. Além disso, talvez seja uma forma de obter alimento verdadeiro. Porém, essa alternativa é perigosa porque pode gerar orgulho espiritual ou até mesmo uma forma de elitização. Ademais, a liderança da igreja maior se indisporá com grupos assim e os problemas serão inevitáveis.

 3. Formação de uma nova igreja por um grupo: A vantagem dessa opção é o surgimento quase imediato de uma igreja séria. Porém, os perigos dessa medida a tornam desaconselhável. Isso porque a nova igreja nascerá com a fama de dissidente, enfrentando a forte oposição da igreja de origem. Esta, em regra, não poupará esforços para caluniá-la, enfraquecê-la e até destruí-la. Ainda que possa sobreviver a tudo isso, o sofrimento decorrente dessas investidas deixará marcas que poderiam ser evitadas caso fosse adotado um modo de agir diferente.

 4. Saída individual pacífica: De todas as alternativas, essa é a melhor. Nessa opção, o crente simplesmente se desliga da comunidade maculada em que se encontra e se filia a uma igreja séria, onde poderá nutrir comunhão com seus irmãos e cultuar a Deus longe de escândalos, encenações e badernas. Na igreja que pastoreio tenho várias ovelhas que, pertencendo a comunidades pentecostais no passado, tomaram essa iniciativa e hoje fazem parte do nosso rol de membros. O senso de terem achado finalmente o seu lar, a alegria de aprender a Palavra de Deus a partir da hermenêutica sadia e o alívio de terem se livrado de um ambiente eclesiástico nocivo, repleto de excessos e de maluquices, fazem desses irmãos os mais gratos e vibrantes crentes que há em nosso meio.

 Autor: Marcos Granconato Fonte: Igreja Batista Redenção

Reformados 21 teologia/Apologética

Morre pastor Cesino Bernardino

Faleceu hoje, sábado 30, às 13h20min, o pastor Cesino Bernardino, presidente dos Gideões Missionários da Última Hora e da Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Camboriú - SC.
A cerimônia de velório será no pavilhão dos Gideões Missionários com início às 22h00 deste sábado, domingo o dia todo e cerimônia final na segunda-feira, dia 01/ago, com início às 8h00, e saída do corpo às 10h00.
Toda a cerimônia terá transmissão ao vivo pela TV Gideões e Facebook.
Partiu para estar com nosso Senhor Jesus Cristo. Toda a família, ministério, funcionários e missionários dos GMUH estão de luto. Contamos com vossas orações.



29 de julho de 2016

Veja o contundente discurso em que Sergio Moro 'destrincha' como projeto de 'abuso de autoridade' pode servir para poderosos perseguirem juízes


Folha Política

Em ato organizado por juízes federais contra o projeto de lei do senador Renan Calheiros que visa frear as investigações da lava jato, o Juíz Sergio Moro fez
um discurso contundente. No discurso, Moro explica detalhadamente como o PLS 280 pode servir para poderosos perseguirem juízes e procuradores.

28 de julho de 2016

Temer descobre plano secreto do MST para acabar com Olimpíada e aciona o Exército Agência Brasileira de Inteligência descobriu plano de movimento petista.

A Agência Brasileira de Inteligência, a Abin, que é ligada à presidência da república vem acompanhando com certa preocupação os preparativos de uma manifestação doMovimento Sem Terra (MST) para a abertura dos Jogos Olímpicos.A informação foi confirmada nesta quinta-feira, 28, pela coluna Radar, do site da Revista Veja. O órgão que recebe orientações do presidente em exercício Michel Temer, do PMDB, suspeita que o líder do MST, João Pedro Stedile, estaria planejando um ato nada pacífico para mostrar que não existe qualquer contentamento com o atual governo. Existe uma manifestação marcada para o dia 05 de agosto, data oficial para a abertura da Olimpíada, quando acontece a cerimônia de lançamento dos jogos no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. 
Para evitar que esse tipo de coisa possa atrapalhar os jogos, haverá um grande isolamento do Maracanã, fazendo com que os protestos fiquem bem longe do estado. Para manter a segurança, o presidente Michel Temer uniu forças com o governo municipal e estadual do Rio. Ao todo, as Forças de Segurança chegam a 88 mil homens. Além de tentar impedir manifestações que atrapalhem a Olimpíada, os homens e mulheres das Forças Armadas, Polícia e outras entidades tem o objetivo de evitar que ações criminosas sejam realizadas durante os jogos. Os agentes também são especializados em ações contra o terrorismo. Também para evitar o terrorismo, nesta quinta-feira, mais um homem foi preso, dessa vez, bem mais perto dos jogos. O suspeito de planejar ataques de terror estava no município de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Ainda não há mais detalhes sobre o que motivou a ação. No entanto, de acordo com o Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, qualquer menor ação que possa ser configurada como terrorismo gerará prisões baseadas na lei antiterror. Com isso, por enquanto, pelo menos treze pessoas foram detidas no país por conta disso. Elas estão sendo levadas para um presídio de segurança máxima no Mato Grosso, bem longe do estado do Rio de Janeiro.  
Blastingnews

Desesperado, Lula denuncia Sérgio Moro na ONU


O ex-presidente Lula entrou com recurso no Comitê de Direitos Humanos da ONU contra as investigações da Operação Lava Jato, conduzidas pelo juiz Sérgio Moro, segundo anuncio feito pelos seus advogados nesta quinta-feira.
Lula afirma petição que “não é contra uma investigação justa e transparente”, mas que se sente ameaçado pelo juiz responsável pela força tarefa. Lula chama ainda os atos de Moro de “ilegais”, citando a gravação e divulgação de conversas privadas dele com Dilma e a condução coercitiva para prestação de depoimento.
Segundo especialistas, a ação de Lula dificilmente terá sucesso, já que a própria ONU reconheceu que a Lava Jato presta um grande serviço à sociedade brasileira no combate a corrupção. Segundo a Transparência Internacional, o combate a corrupção é um ato de coragem. A ação de Lula demonstra apenas o nervosismo do presidente, que segundo informações do Ministério Público, pode ser preso por chefiar a organização criminosa responsável pelo esquema de corrupção na Petrobras.

Seguido por agentes brasileiros, iraniano suspeito de terrorismo está desaparecido


Agentes da Polícia Federal e da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) tentam descobrir se um iraniano que vinha sendo monitorado desde o dia 15 deste mês, sob suspeita de cometer "atos preparatórios para o terrorismo", ainda está no Brasil.
Pouria Paykani, 27, foi visto pela última vez no aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, na quarta-feira (20).
Contra ele há um mandado de prisão por desacato e a ordem de retirada do país em até 48 horas após ser detido, por determinação da juíza federal Caroline Scofield Amaral, da 5ª Vara Federal de Guarulhos (SP).
Pouria Paykani, 27, no aeroporto de Guarulhos (SP) em julho Crédito: Reprodução de vídeo/Divulgação ***DIREITOS RESERVADOS. NÃO PUBLICAR SEM AUTORIZAÇÃO DO DETENTOR DOS DIREITOS AUTORAIS E DE IMAGEM***
Pouria Paykani no aeroporto de GuarulhosReprodução de vídeo
Procuradas, PF e Abin não comentaram o caso. Em nota, o Ministério Público Federal afirmou que "requereu a prisão para deportação do mencionado cidadão em virtude de sua situação irregular em território nacional".
O órgão não esclareceu qual é a irregularidade. Disse apenas que a prisão tem por base a lei 6.815/80 (Estatuto do Estrangeiro) e que se trata de "procedimento regular utilizado em casos de pessoas indocumentadas, sem visto ou residência no país".
Fontes da divisão anti-terrorismo da PF ouvidas pela Folha afirmaram que o iraniano é procurado por suspeita de terrorismo, mas não especificaram que "atos preparatórios" ele já teria feito.
Paykani vinha sendo seguido pela PF e pela Abin, mas os agentes perderam seu paradeiro. Uma foto do iraniano foi repassada a todos os aeroportos do Brasil e aos servidores que atuam no serviço de inteligência dos Jogos.
Ele entrou no Brasil em março, vindo do Uruguai, com um passaporte iraniano. Chamou a atenção da PF pela primeira vez em junho, ao ser visto fotografando o saguão de embarque do aeroporto de Guarulhos.
Por duas vezes, Paykani voltou ao local e fez novas fotos. Na última, foi interpelado por dois policiais e discutiu com um deles. Preso por desacato, foi logo liberado.]


27 de julho de 2016

Justiça manda reabrir processo contra o pastor Silas Malafaia por homofobia



O processo movido por ativistas gays contra o pastor Silas Malafaia teve mais um capítulo essa semana, com uma recusa da Justiça a um recurso do líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC).
A 3ª Turma do Tribunal Regional Federal (TRF) decidiu retomar o processo contra Malafaia por declarações homofóbicas em uma das edições do programa Vitória em Cristo, em 2011, quando criticou manifestações de militantes LGBT durante a Parada Gay com símbolos católicos.
À época, Malafaia disse que “os caras na parada gay ridicularizaram símbolos da Igreja Católica”, e que a imprensa agia de forma omissa: “Ninguém fala nada. É pra Igreja Católica entrar de pau em cima desses caras, sabe? Baixar o porrete em cima pra esses caras aprender (sic). É uma vergonha”, acrescentou o pastor.
A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais Travestis e Transexuais (ABGLT) procurou o Ministério Público Federal que, decidiu propor à Justiça uma ação contra o pastor.
Malafaia recorreu da decisão do MPF e conseguiu extinguir a ação em primeira instância, sem julgamento do mérito por “impossibilidade jurídica dos pedidos formulados”. A decisão ainda considerava as declarações do pastor legítimas por se tratar de livre exercício de manifestação garantido pela Constituição, e que os termos “entrar de pau” e “baixar o porrete” eram expressões populares em crítica aos fatos, e não incitação à violência.
Agora, de acordo com informações do jornal O Estado de S. Paulo, o TRF acatou a manifestação da Procuradoria Regional da República da 3ª Região (PRR), recusando o recurso do pastor para a reabertura do processo.
A PRR quer que, ao final da ação, Malafaia se retrate com o dobro do tempo gasto nos primeiros comentários, levados ao ar há cinco anos: “A retratação pública visa a compensação natural do dano buscando a efetiva restauração da dignidade humana daqueles que tiveram lesados seus direitos, tendo ainda a função educativa de desencorajar o ofensor a reproduzir condutas semelhantes, além de afastar o efeito negativo de suas declarações sobre o ânimo de terceiros em relação aos homossexuais, desestimulando a violência incitada por sua fala”, disse a procuradora regional da República Eugênia Augusta Gonzaga.
Na sentença atual, a 3ª Turma do TRF3 decidiu pela reabertura do processo em primeira instância, e afirmou que “só é juridicamente impossível a pretensão não abarcada – ainda em tese – pelo ordenamento jurídico”, o que não é o caso do que pedido do MPF na ação civil pública. “Se é procedente ou não, trata-se de questão de mérito”, concluiu, pontuando que o pastor terá oportunidade de se defender em juízo e até derrotar a ação.
O pastor Silas Malafaia, que atualmente participa do 20º Congresso Fogo Para o Brasil, não comentou a decisão da Justiça nas redes sociais, e sua assessoria também não respondeu aos contatos da reportagem do Estadão.
Da Redação – Fonte da veiculação, noticias.gospelmais.com.br

ASSESSOR DE EDINHO: "NÃO SOU LARANJA"

Brasil  15:20


O Antagonista localizou Keffin Gracher no interior de São Paulo, tocando a vida num 'food truck' de massas. Em longa entrevista, ele rebateu as acusações de que tenha montado uma empresa de fachada e garante que prestou todos os serviços para a campanha de Dilma Rousseff.
Leia a entrevista exclusiva...
Qual foi exatamente o serviço que você prestou para a campanha?
Eu editava os vídeos da presidenta em versão para envio de WhatsApp. Eu fazia a edição dos conteúdos dos vídeos e programas de governo para enviar via WhatsApp, para as pessoas que eram cadastradas pelo site da campanha.
Esse serviço não poderia ter sido contratado diretamente pela campanha?
Não, porque não faço disparo de WhatsApp. Eles (DCO) foram contratados, mas não deram conta do serviço por inteiro e aí entraram em contato. Eu já estava fazendo serviço para a campanha. Me procuraram e perguntaram se eu topava ajudá-los. O espaço de tempo era curto e eles não tinham know-how para isso.
Você falava lá com quem? Com o Dário?
Tinha o Dário e um representante comercial que fazia a venda do serviço.
A fiscalização na empresa dele descobriu que não há estrutura, que tudo é bem precário. Só tem um notebook e não há empregados registrados...
Envio de mensagem de texto, seja WhatsApp ou SMS, é feito por servidor. Só precisa do escritório aberto e um servidor contratado em qualquer lugar. E precisa do software. Mas o que acho interessante saber é (sic) as outras campanhas que ele prestou serviço. Ele chegou até a campanha da Dilma, pelo que eu sei, por que tinha prestado serviço para a campanha do Aécio.
A campanha presidencial?
Não sei te precisar, porque não conhecia eles. Mas eu queria ponderar com você que não sou nenhum ladrão, não sou nenhum laranja. Prestei diversos serviços na campanha e tenho como comprovar isso. Abri duas empresas, corretamente. Estou recebendo mensagens de pessoas me atacando, dizendo que sou ladrão.
Eu vi que você prestou outros serviços também. Você foi subcontratado por outras empresas?
Eu prestei serviço para muita gente no processo eleitoral. Eu montei uma estrutura para atender campanha. Se buscar, você vai ver na prestação de contas.
Mas só dá para identificar quando a campanha contrata você diretamente. Nesse caso, a gente só soube porque o Dário comentou que subcontratou o seu serviço. É mais difícil...
Emiti nota de tudo que recebi. Minha prestação de contas para a Receita Federal foi toda aprovada. O dinheiro foi todo legal. Não aceitei fazer serviço sem nota fiscal. Fiz diversos serviços, desde preparar material impresso de campanha até cuidar da comunicação digital, da arrecadação pela internet da campanha da presidenta. A campanha teve auditoria. Não sou criminoso.

O Antagonista

Senador do PT Telmário Mota, espanca jovem até desmaiar

O suspeito de cometer o crime é um um dos homens mais poderosos de Roraima: o senador Telmário Mota (PDT), 58 anos



A estudante universitária Maria Aparecida Nery de Melo, 19 anos, registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil de Boa Vista (RR) no último dia do ano de 2015, contra o senador Telmário Mota.

O caso relatado pela jovem foi um espancamento com chutes e socos que a fez desmaiar. Segundo ela, o agressor era seu companheiro há cerca de três anos e meio e agora estava "sofrendo ameaças de morte".
O suspeito de cometer o crime é um um dos homens mais poderosos de Roraima: o senador Telmário Mota (PDT), 58 anos.
A reportagem da Folha de S. Paulo informa que as agressões foram comprovadas e o caso ficou caracterizado como"violência contra a mulher". O exame da vítima indicou "lesões na cabeça, boca, orelha esquerda, região dorsal, braço direito e joelho esquerdo".
O senador nega que tenha agredido a vítima e mantido relacionamento amoroso. "Não teve negócio de agressão, não existe isso, em nenhum momento, até porque não tenho nada com ela".
A estudante Maria contou à polícia que as agressões ocorreram após acesso de ciúmes do senador durante um encontro com a família de Maria. Segundo relato da vítima, o senador não teria gostado de cumprimentos dados a Maria por familiares e decidiu agredi-la.
Ainda segundo depoimento da vítima, o senador a teria chutado quatro vezes no chão e a empurrado contra a parede. Maria também disse que o parlamentar passou a lhe dar murros na cabeça, o que a teria feito desmaiar.
A vítima prestou queixa cinco dias após as agressões. No entanto, dois dias após o registro da ocorrência, Maria procurou a delegacia para tentar "retirar" a queixa. A delegada responsável pelo caso explicou que não seria possível a retirada, pois as denúncias de agressões contra a mulher são consideradas ações "incondicionadas", ou seja, independem da vontade da vítima.
A publicação conta que o caso não parou por aí e, em 22 de janeiro, Maria destituiu por escrito o advogado que a acompanhou no registro da ocorrência, Thiago Santos.
O advogado diz que a cliente não explicou os motivos da sua decisão e afirmou: "Não tenho dúvida sobre os fatos narrados na primeira oportunidade que procuramos a polícia. Ela contou a verdade".
A reportagem tentou contato com Maria mas ela não respondeu.
SENADOR
Telmário é senador e, por isso, detém foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal e, portanto, a delegada encaminhou os autos à Procuradoria da República em Roraima. Em 31 de maio, o caso foi enviado ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que abriu um procedimento preliminar interno.
Ele nega que tenha agredido Maria Aparecida Nery de Melo e mantido relacionamento amoroso com ela.
"Não teve negócio de agressão, não existe isso, em nenhum momento, até porque não tenho nada com ela. [Não agredi] nem ela nem mulher nenhuma. Fui criado pela minha mãe. Agora, macho, não. Macho vou pra porrada mesmo. Desafio [provar], 58 anos e nunca houve [agressão a mulher]. Desafio. Inventaram essa onda toda, essa conversa", afirmou o senador.
O senador de Roraima afirmou ainda que Maria é "uma velha conhecida". Questionado se a jovem havia trabalhado para ele, Telmário disse que não de forma "direta". "Ela trabalhava. Era militante do PDT. Mas não trabalhava direto para mim, não. Militava, com os jovens lá."
O parlamentar ainda considera que seus "adversários" teriam tentado "usar" Maria. "Não tem nada, absolutamente nada contra mim em lugar nenhum", disse.

Com Informação da Folha de São Paulo

26 de julho de 2016

As cicatrizes da batalha: reflexões a partir do suicídio de um pastor


As cicatrizes da batalha: reflexões a partir do suicídio de um pastor
Tem cuidado de ti mesmo e do teu ensino; persevera nessas coisas. Dessa forma, salvarás tanto a ti mesmo como os que te ouvem (1Tm 4.16; A21).
Introdução

Recentemente um colega escreveu em uma rede social uma reflexão sobre um pastor que havia se suicidado. Posteriormente a mídia evangélica começou a divulgar matérias sobre um pastor que havia se enforcado quando havia retornado da igreja a sua casa. Deixou esposa e dois filhos. Há indícios de que ele lutava contra a depressão.

Pode parecer novidade no Brasil, mas nos Estados Unidos tem sido comum a notícia de pastores que se suicidam. Porém aqui já há matérias sobre pastores que abandonam o ministério.1
Minha intenção aqui não é julgar ou tentar responder o que aconteceu com aquele pastor. Eu não o conhecia. Apenas desejo lançar uma reflexão sobre a guerra em que os pastores se encontram. Sim! Guerra! Até porque todos os cristãos encontram-se numa guerra. E os pastores estão na linha de frente da batalha. No front!

Com meus poucos anos de caminhada pastoral já vi e ouvi muita coisa. E já vivi algumas. Meu sentimento é de compaixão pela família e pelo colega que agora descansa nos braços do pai. Não acredito que um cristão que se suicida vai para o inferno. Essa é uma das muitas “crendices dos crentes”, parodiando o pastor e professor Luiz Sayão. Não há base bíblica alguma para tal “achismo”. Porém, isso é assunto para outra postagem.

O pastor e escritor Renato Vargens salientou que 

mais de 90% dos pastores levam para casa a bagagem ministerial. Dados confirmam que 75% dos pastores dedicam menos de uma noite por semana a seu cônjuge e amizades. Cerca de 80% dos pastores creem que o ministério afetou suas famílias de uma maneira negativa. Setenta por cento dizem que não têm alguém que consideram amigo mais chegado e 97% dizem que não foram preparados adequadamente para enfrentar assuntos que encontram na igreja.2
O que leva um pastor a abandonar o pastorado? Por que alguns se suicidam? Não são homens de Deus ungidos e capacitados pelo Espírito Santo para tal tarefa? Não deveriam ser os mais maduros?

Seria presunção dizer que tenho todas as respostas. Não as tenho. Mas baseado na caminhada, tendo a Escritura Sagrada como fonte para todas as áreas da vida, guia de fé e prática, e contando com mestres e professores que ao longo dos séculos a estudam, interpretam e ensinam, vou levantar alguns pontos que para mim têm sido servido como direção. Claro que não posso afirmar que tudo que escreverei tem a ver com o caso que inspirou a postagem. Como escrevi, repito, não posso julgar; posso me compadecer. Apenas usarei esse caso para levantar questões relacionadas ao ofício pastoral.

1 – O cuidado consigo mesmo

No texto de 1Timóteo 4.16, o apóstolo Paulo orienta um jovem obreiro chamado Timóteo, seu filho na fé, a cuidar de seu próprio coração. Isso nos traz a certeza de que o pastor deve cuidar de si mesmo antes de cuidar do rebanho. Richard Baxter escreveu sobre isso em 1656 em seu clássico O pastor aprovado, reeditado com outro título Manual pastoral do discipulado.3 
Então como o pastor pode cuidar de si próprio?
1.1 – Sendo realista com sua própria condição

Algo negativo para os pastores é a alta expectativa sobre a sua pessoa e sua família. Isso pode ser evidente pelo positivismo na cultura brasileira, e também pela cultura do legalismo que há muito tempo dominou o cenário evangélico e ainda hoje continua fazendo estragos. Mas a principal fonte é o coração humano das pessoas com o ídolo de controle que leva a dominação. Membros de igrejas controladores, ou não, podem fomentar uma alta expectativa quanto ao pastor. 

Isso faz com que ele esqueça a sua própria condição de humano, pecador, vaso de barro, carente e necessitado da graça de Deus como todos os demais. É bem verdade que para ingressar no pastorado ele precisa de certo tempo de caminhada, maturidade no evangelho e conhecimento bíblico. Comentarei isso mais adiante. Mas ele é um ser humano e como tal tem pontos fracos, hábitos culturais e hobbies, fome, sede, ri, chora, fica sério e brinca. Alguns são introvertidos, outros extrovertidos. Uns são simpáticos e alegres, outros são sisudos e de poucas palavras na forma de tratar as pessoas.  

Diferentes pessoas, todos são unidos pelo vínculo da raça humana. São feitos de carne, osso, coração, afeições, emoções e vontades. Um pastor deve sempre ensinar a sua igreja que ele é um ser humano e expor a dificuldade de uma alta expectativa da congregação em questões fora das Escrituras.

1.2 – Avaliando seu próprio coração, suas motivações para o ingresso ao ministério pastoral


Existe um debate na tradição evangélica se há uma chamada interna baseada em um sentimento subjetivo nas afeições ou se o pastor se voluntaria para o serviço ministerial cristão, pois a Escritura não dá base para o “chamado interno”. 

Mesmo que não seja o foco aprofundar esse tema,  é válido chamar atenção no sentido de que o pastor deve analisar as suas motivações para ingressar no ministério pastoral. Lembro das aulas do meu mentor, o professor Franklin Ferreira, que afirmou que muitos entram para o ministério para serem amados. Outros por tradição familiar, outros por motivos de ver o ministério não como vocação, mas como profissão.

Não estou afirmando nem julgando a motivação do pastor que se suicidou, muito pelo contrário, ouvi que era um homem de Deus. Estou apenas usando a situação como exemplo para refletir sobre o ofício pastoral.

Para ingressar no ministério, o homem deve enxergar evidências internas e externas, sua maturidade espiritual e crescimento no conhecimento das Escrituras, se gera vida na comunidade e se a igreja, sua comunidade de fé, reconhece seu chamado. O aspirante a pastor nunca deve planejar o ministério como um projeto individual e independente de uma igreja.

1.3 – Tendo mentores e amigos na caminhada


 Este é um ponto importantíssimo e nevrálgico. Muitos afirmam que o ministério pastoral é solitário. Mesmo sendo verdade, é uma cultura que precisa acabar urgentemente. Como ser humano o pastor precisa de relacionamentos, amigos, parceiros no ministério.

Confesso que não é fácil. Quando envolve posição, recursos e poder, o coração humano rapidamente revela qual é o seu verdadeiro tesouro. Alguns pastores optam pela solidão e por não ter equipe (auxiliares, adjuntos, presbíteros) por causa da competição interna. Jay Bauman, missionário norte-americano no Brasil, em uma das mensagens da 5ª Conferência da Atos 29 no Brasil, salientou que um dos maiores pecados dos pastores é a cobiça. Por isso, pastores se trancam em si próprios e não desenvolvem amigos e parceiros de ministério e, em alguns casos, acabam na bolha da solidão. Isso contribui muito para depressão e tristeza profunda. 

É fundamental um pastor ser mentoreado. Ele pode ter um mentor mais experiente com quem caminhou durante anos, ao lado, ou pode ter uma pluralidade de mentores. Ele deve se aconselhar frequentemente para tomada de decisões importantes, manter algum contato, ser confrontado quanto as motivações, ser encorajado. A síndrome do messianismo, muito comum na América Latina, faz com que pastores se isolem e se sintam os salvadores da pátria. Como isso é errado e tem consequências terríveis! Há exemplos claros de pastores que têm problemas morais e quando são confrontados percebe-se que se isolaram. Pastores precisam de pastores. Não se faz o ministério sozinho. Timóteo se tornou um modelo nesse sentido. O ministério do evangelho é feito em mentoria. Pastores treinam pastores. Pastores formam pastores. 

Outro aspecto é ter irmãos de caminhada. Não mentores, mas irmãos. O mentor geralmente é alguém com mais experiência, possivelmente (mas não é uma regra) com mais idade. O irmão de caminhada é alguém com a mesma faixa etária e tempo de experiência (ou não, não é necessariamente uma regra). O pastor deve se encontrar com esses colegas para refeições, se possível com as famílias. Devem rir juntos e celebrar a bondade de Deus na vida. Compartilhar as lutas e dores no ministério. Sempre evitando a cobiça e o mito da grama mais verde do vizinho.

Em filmes de guerra, vejo que quando um soldado é ferido na batalha, seus companheiros de força o carregam em seus ombros. Se houver algum egoísta na tropa considerará o militar, ou agente atingido, peso morto e impedimento para a missão. Muitos pastores quando veem um colega atingido e ferido o consideram peso morto. Isso é horrível! Verdadeiros irmãos de caminhada carregam o ferido no ombro.

1.4 – Tendo ferramentas vocacionais

Um dos aspectos que traz muitas dores aos pastores é o campo financeiro. Em tempos de tele-evangelistas ricos pode parecer brincadeira, mas não é. A realidade de muitos pastores que pregam o evangelho com seriedade é muito dura. Alguns em igrejas muito pequenas, que não conseguem sustentá-los, muitas vezes têm de trabalhar fora, ou seja, ser bivocacionais.4 O ideal é que todo pastor tenha uma ferramenta. A carpintaria de Jesus ou a tenda do apóstolo Paulo, parodiando uma fala do Pastor Gilson Santos da Igreja Batista da Graça em São José dos Campos – SP.5 

1.5 – Observando suas mudanças constantes 

Dependendo da denominação, pastores são deslocados para outros Estados e muitas vezes a esposa, filhos ou ele próprio não têm boa capacidade de viver em um ritmo parecido com o de militar. Antes de almejar o ministério em denominações de constantes deslocamentos, o aspirante ao pastorado deve avaliar se tem essa facilidade de adaptação. O médico Dr. Pérsio Gomes de Deus, neurologista, é especialista em tratar de pastores. Filho de pastor presbiteriano, lecionando no curso de Teologia da Universidade Mackenzie, em 2009, disse que mudanças constantes são fator que leva muitos pastores e suas famílias a um alto nível de stress. 

Ele é mestre em ciências da religião e sua dissertação foi sobre a depressão em pastores. Em uma de suas aulas ele salientou que o stress pastoral é equiparado ao de um policial ou motorista de ônibus de grandes centros urbanos. Ele escreve “Do contato no atendimento médico aos pastores, sabe-se que, em razão das condições peculiares e particulares do exercício do pastorado, estes, a exemplo dos líderes de outros segmentos da sociedade, apresentam inúmeras variáveis que tornam especialmente difícil para eles lidar com estados de fragilização, como o fato de estar doente; o fato se agrava se essa doença for um estado depressivo”.6 

1.6 – Tratando dos pecados não tratados

De longe, novamente escrevo, não associo isso ao pastor que se suicidou. Mas muitos pastores sofrem por não terem alguns maus hábitos tratados. A Palavra de Deus orienta muito bem que todo pecado deve ser confessado e o arrependimento (abandono do pecado e retorno a Cristo) deve ser praticado (Salmo 51). Infelizmente, alguns pastores que se desencantam com o ministério (e, às vezes, com o próprio evangelho) começam a ter casos extraconjugais. Soberba, orgulho e cobiça são pecados comuns entre pastores.

1.7 – Observando se sua identidade está em Cristo ou no ministério


Quando a identidade de discípulo de Jesus Cristo não está no pastor e ele é guiado e definido pelo ministério, este se torna um ídolo em sua vida e ocorre uma troca de prioridade. Entretanto é preciso salientar que o ministério é importante porque é de Cristo; ele é que é o mais importante! Se a identidade do pastor está no ministério, suas afeições e sua alegria serão afetadas, pois somos criados para sermos satisfeitos em Deus por meio de Cristo, e Jesus é a nossa fonte maior de satisfação. Todas as outras coisas criadas e boas para a humanidade são reconhecidas como dádivas da bondade e da graça do Senhor.

Um aspecto relevante é o pastor saber, em sua identidade em Cristo, quais são os seus dons espirituais e talentos ministeriais. Certa vez o Rev. Ronaldo Lidório, missionário presbiteriano e doutor em antropologia cultural, ao expor Efésios 4.10-12 em uma palestra, tratou da questão do pastor conhecer seus dons e seu chamado; por exemplo, um pastor com vocação missionária se sentirá frustrado ao exercer um pastoreio local, mais sacerdotal, assim como um pastor local que ama cuidar de pessoas poderá se sentir frustrado se servir somente ocupando uma cátedra acadêmica no seminário.7  Claro que há pastores que amam servir à igreja e ensinar, e missionários que também lecionam. Mas no serviço ao Rei, o servo deve discernir, conhecer e se aprimorar em quais são os talentos dados por Deus refletindo a Trindade Santa em que há uma unidade divina na diversidade de pessoas (Pai, Filho e Espírito Santo).

Naquele desenho animado chamado Os Incríveis, quando em um dado momento a família protagonista deixa o posto de super-heróis, e o pai vai trabalhar como vendedor de seguros, ele se sente totalmente frustrado por não estar exercendo sua vocação. Claro que cada caso é um caso, mas o princípio geral fica através do mandato cultural em Gênesis 1—2 que nos leva a sermos apaixonados pela nossa vocação. Essa noção aparece, popularmente falando, quando chamam o trabalho de lazer, pelo aspecto passional e deleitoso do exercício da vocação.

Esses são pontos relevantes para a sondagem do próprio coração e o cuidado próprio. Agora vou refletir sobre evidências externas que podem ser prejudiciais ao coração do pastor.

2 – Evidências externas que podem causar danos aos pastores

No ponto 1, levantei questões referentes ao pastor consigo mesmo. Agora quero levantar questões coletivas, externas, do ambiente onde o pastor está inserido.

2.1 – Quando a igreja tem expectativas irreais de seu pastor

Já refleti sobre esse aspecto no primeiro ponto. Aqui volto a ele com um olhar coletivo, da igreja para com o pastor. A igreja deve aprender que seu pastor é humano. Ele pode chegar domingo preocupado com o filho que dormiu com febre. E por ele não ter dormido por causa da febre do filho pode não estar de bom humor ou desatento por causa do sono e não sorrir ou dar o cumprimento ao membro da igreja.

Como a igreja é lugar para tratar feridos, há muitas pessoas com deficiência afetiva. É perfeitamente normal e saudável quando pessoas procuram a cura de suas feridas em Jesus Cristo e na comunhão da família de Deus chamada igreja. O problema é quando elas não são tratadas e/ou não progridem em seu amadurecimento espiritual causando grandes transtornos aos seus pastores. 

Igreja, seu pastor é um ser humano. A família dele também.

2.2 – Quando a igreja é liderada ou composta por pares imaturos ou pessoas não convertidas

Outro problema é quando a igreja não compreende bem o evangelho e tem um conselho/diretoria de membros às vezes não regenerados, ou seja, não nasceram de novo, não são convertidos, ou são bastante imaturos no evangelho e caem na soberba. Geralmente, essas pessoas viciadas em poder são extremamente cruéis podendo levar o pastor e sua família a uma forte crise.

É desgastante para um pastor quando, por exemplo, uma família ou famílias que fundaram a igreja, se sentem donas levando o pastor a exercer manobras políticas, muitas vezes até ilícitas, para permanecer no ministério. Como diz o pastor norte-americano Mark Dever, da Capitol Hill Baptis Church “falsas conversões levam a igreja ao suicídio”.8 

2.3 – Quando a mentalidade de mercado invade a igreja

Não sou contra a economia de mercado, mas esta tornou-se um ídolo na igreja. A lógica de mercado invadiu a igreja e desenvolveu a filosofia do pragmatismo, ou seja, grosso modo, os meios justificam os fins. O rebanho que custou o sacrifício de Jesus passou a ser visto como uma clientela.

A questão é que crente não é cliente, evangelho não é produto, igreja não é empresa e Reino de Deus não é mercado. Uma igreja dirigida por uma lógica do mercado e a síndrome do sucesso pode causar um enorme desgaste ao pastor.9 

Somos chamados para sermos fiéis. Somos guiados pela Palavra, ou seja, pela teologia bíblica e não pelo mercantilismo. Noé teve poucos convertidos em sua comunidade da aliança na Arca; Jeremias não chegou a ver um só convertido; em relação ao próprio Jesus, apesar de pregar para multidões, a narrativa bíblica não fala de muitos discípulos. Na crucificação, muitos o abandonaram; após a ressurreição, alguns o viram em sua ascensão ao Pai. A fidelidade é a resposta à graça de Deus e o alvo é a sua glória, o crescimento é dado pelo Senhor (At 2.47), mesmo que o mandamento de pregar o evangelho e fazer discípulos (Mt 28.20, Mc 16.15) seja claro para a igreja.

Há um abismo entre a praticidade e o pragmatismo. Segundo Tim Keller, pastor presbiteriano em Nova Iorque, EUA, devemos ser práticos, não pragmáticos.

3 – Apontando caminhos para o cuidado do pastor, tanto por si mesmo quanto por sua comunidade


É de responsabilidade pessoal do pastor cuidar de si próprio, e também de sua igreja providenciar o cuidado do guia do rebanho. Isso não tira a humanidade do pastor, mas auxilia em diversos aspectos.

Com muito cuidado, reflito algumas direções mesclando a teologia bíblica (não apenas citar textos, mas pensar através deles, lidos e interpretados dentro do seu contexto histórico e gramatical, dentro de parâmetros bíblicos), história da igreja, particularmente a tradição reformada, e a experiência prática de pastores. 

3.1 – Tenha o Jesus que é pregado como sua realidade total e única fonte de satisfação

Não quero ser utópico nem ingênuo aqui. Eu sei muito bem que em certos momentos o lado humano fala mais alto, que nem sempre somos espirituais, que lutamos com tristeza e abatimento e que o descontentamento existe em nós (alguns mais e outros menos). Mas precisamos conhecer e nos relacionar de forma vibrante e robusta com o Jesus que pregamos. Nossa relação com Deus deve buscar ser íntima e profunda.

Isso acontece de forma devocional. Tempo devocional: leitura da Bíblia, meditação e oração é essencial, digo, ESSENCIAL para todo crente, ainda mais o pastor. A agenda não pode deixar a devocional à deriva senão todo trabalho acontecerá fora da base certa. Na devocional, em caso de abatimento, a leitura de Salmos, Filipenses, 1 e 2Tessalonicenses, 1 e 2Timóteo e Tito (as chamadas epístolas pastorais) e Hebreus (caso esteja sendo perseguido ou ausente de esperança) certamente serão abençoadores em sua caminhada.

Para se aprofundar em contentamento sugiro a leitura dos livros de John Piper. Seu moto ministerial é “Deus é mais glorificado em nós quando estamos plenamente satisfeitos Nele”. Não é depositar a confiança em um homem, mas aprender com um ancião que lutou para encontrar alegria em Deus e foi chamado para espalhar material sobre isso aos quatro cantos da terra. Você pode ler Em busca de Deus,Graça futura, suas séries biográficas, Os cisnes não estão silenciosos, publicadas por Shedd Publicações,10 devocionais como Penetrados pela palavra, provai e vede e Uma vida voltada para Deus, ambas publicadas pela Editora Fiel,11  dentre outros do autor, que nos encoraja e capacita a lutar contra a incredulidade e o descontentamento.

3.2 – Use o sofrimento como uma oportunidade para se identificar com Cristo em seu sacrifico substitutivo na Cruz do Calvário

Colossenses 1 e 2 nos chama a nos identificarmos com o sofrimento de Cristo quando sofremos ao exercermos o ministério. Não estou minimizando a dor de cada um, sabemos o quanto dói. Mas uma vez enxergando o sofrimento da perspectiva da realidade de Cristo, a graça de Deus nos manterá fieis e no ministério enquanto sofremos.
E assim como nos identificamos com ele na cruz quando atravessamos o vale do sofrimento, também mantemos a esperança da ressurreição quando não haverá mais choro e nem sofrimento (Ap 20.4-5).

3.3 – Respeite seus limites

Isso quer dizer entender o momento de tirar folga, férias, um tempo sabático e até mesmo sair um tempo do ministério. Não há nada errado ou desonroso em tomar essa atitude.

Ultrapassarmos os nossos limites é um perigo real que pode causar um dano enorme. Em caso de dar um tempo, ou tirar uma licença do ministério, caso esteja lutando contra depressão é saudável estar sendo acompanhado por outro pastor para que ele cuide do seu coração. Alguns anos atrás, o conhecido John Piper fez isso ao ficar um ano fora do pastorado de sua igreja local.12  Ele é americano. Aqui no Brasil, há uma forte cultura legalista que impede que o pastor faça isso. Por isso deve ser incentivada uma cultura do pastor se tratar. A atitude do Piper foi nobre!


O pastor pode ir para uma igreja de um pastor mais experiente ou de um pastor que atua na área de aconselhamento. Deve-se tomar cuidado com a alta expectativa de se ter mais um membro no staff pastoral ou de alguém na equipe vê-lo como uma ameaça à própria posição. O pastor em tratamento deve estar em uma igreja saudável, sob a liderança de outro pastor saudável para que sua cura seja promovida pelo evangelho. Deve se afastar e fugir de qualquer movimento com marca política dentro ou fora de uma denominação para evitar desgaste. Deve evitar reuniões desgastantes como conselho ou assembleia. Seu foco é a revitalização do seu coração através da fé redentora em Jesus. Nessa comunidade, respeite o tempo de silêncio, se for o caso. Somos, como pastores, acostumados a dar e formar opinião, mas nem sempre o momento é ideal. Eclesiastes 3 oferece enorme sabedoria nesse sentido.

Há pastores feridos em ministérios titulares, que se recuperaram e depois voltaram como auxiliares ou em um departamento ou ministério específico. Há alguma sabedoria nisso.

3.4 – Leve a depressão a sério

Sabe-se que, numa postagem, não dá para definir o que é depressão e quais são as suas causas,  nem é o propósito aqui. Mas a realidade tem mostrado que ela existe, inclusive em crentes e em pastores (Salmo 42.5).

O pastor Wilson Porte Junior, quando entrevistado sobre a possibilidade do crente ter depressão, afirmou categoricamente que a depressão também é uma realidade para os filhos de Deus. E que, em momentos de grande aflição, o cristão jamais é abandonado por Deus; por mais que se sinta só Deus está sempre presente.13 

Nesta mesma linha, o pastor e professor David Murray, do Puritan Reformed Theological Seminary (Grand Rapids, Michigan, EUA), escreveu um livro intitulado Crente também tem depressão, no qual afirma biblicamente a realidade de sintomas em filhos de Deus que são iguais aos que levam ao diagnóstico da depressão hoje. Segundo Murray, isso é uma falácia  porque “o falso sentimento de culpa associado à falsa conclusão de que crentes de verdade não entram em depressão”.14 

O puritano Richard Baxter salienta, em um sermão para auxiliar cristãos que enfrentavam depressão (na época chamada de melancolia), no século 17, que a tristeza excessiva “nos engole”.15 O Doutor Martin Lloyd-Jones, notável pregador com formação e exercício da medicina, também afirma a realidade da depressão entre os crentes quando escreve que “há um tipo de pessoa que é vulnerável ao problema da depressão espiritual”. 16

Murray salienta “é necessário muito cuidado para se chegar a uma conclusão sobre a nossa própria condição ou a dos outros. É importante relembrar os dois princípios que governam nosso entendimento sobre a depressão: evitar os extremos e buscar o equilíbrio”.17 

Então, há uma necessidade de desmitificar a ideia de que o pastor está imune a depressão. O fenômeno deve ser tratado com cautela e de forma multifatoral. Tratamento é fundamental para que o obreiro seja restaurado, e que tanto ele quanto sua família sejam beneficiados, restaurados e desfrutem de uma vida plena no Senhor.

3.5 – Deleite-se nas coisas boas da vida


A Escritura revela que todas as coisas que Deus criou são boas (cf. 1Tm 4.4). Aproveite as coisas boas da vida dentro do que for possível a você, dentro da sua realidade. Comer em um bom restaurante, ouvir boa música, ver bom filme, fazer passeios, viajar para um lugar legal. Sei que muitos amados pastores lutam com problemas financeiros. Mas há irmãos e colegas que generosamente hospedam ministros para repouso e passeio. Dependendo do local, em nosso país há ricas belezas naturais que podem ser desfrutadas.

Exercício físico é fundamental para a saúde, pois libera endorfina que causa sensação de bem estar. Óbvio que, sem Cristo, isso vira mais um ídolo; adoração de coisas criadas ao invés do Criador. Mas é uma excelente ferramenta na saúde física e mental do pastor que, afinal, é um ser humano criado à imagem e semelhança de Deus.

3.6 – Tenha amigos

Muitos pastores afirmam que um dos seus maiores inimigos é a solidão. Seres humanos não foram criados por Deus para viverem sozinhos por isso há o aspecto do mandato social na Criação. 

A Bíblia afirma e reconhece o valor da amizade (Pv 17.17; 18.24) e o pastor não está isento da necessidade de ter bons amigos. Conforme mencionado anteriormente, há pecados e ídolos, como cobiça e inveja, que impedem que pastores venham a formar fortes laços de amizade.

Sem cair na ingenuidade de negar essa realidade, há a esperança de que os corações daqueles que proclamam o evangelho e cuidam do rebanho do Supremo Pastor formem tais laços e mantenham uma cobertura mútua. Uma igreja liderada por uma pluralidade de presbíteros que compreendem o que é uma vida centrada no evangelho colherá os benefícios da amizade entre os líderes da congregação. O pastor deve sim ser cercado de boas amizades e desfrutar disso como uma benção do Senhor.

3.7 – Frequente conferências para pastores, congressos, eventos, qualquer coisa do gênero que tenha como público alvo, pastores e líderes de igrejas


Conferências ou eventos do gênero são uma benção na vida do pastor e de sua família. Sei que os que lutam com dificuldades financeiras podem se sentir privados. A Editora Fiel tem um projeto chamado Adote um Pastor,18  coordenado pelo Pr. Kevin Millard, em que o pastor é adotado por uma igreja mantenedora, recebe livros gratuitamente e verba para a conferência (podendo estar com esposa ou não). Eu fui adotado durante 3 anos e posso dizer que, sem gastar muito, desfrutei de excelentes semanas em Águas de Lindoia, em hotéis com boa infraestrutura, além das palestras edificadoras e encorajadoras.

Conferências e eventos são excelentes para se encontrar com colegas, conhecer outros, abrir o coração, fazer contato e ser edificado e encorajado. É uma benção! Se possível, a igreja deve apoiar financeiramente o pastor a frequentar tais conferências. É um investimento no seu pastor e a própria igreja!

Seminários teológicos devem fazer encontros de formados para oferecer também cuidado pastoral aos que já estão pastoreando. Deve-se tomar cuidado com o corpo docente, pois professores liberais, conservadores mortos, sem paixão uo politizados, podem influenciar o aluno negativamente com suas mágoas e feridas. Os professores devem ser cuidadosos e pastorais, mostrando ao aluno a realidade ministerial, mas também o privilégio de servir a Cristo e a esperança que o evangelho nos traz.

Conclusão

Que o cuidado do pastor seja compreendido por ele próprio e pela igreja e não tratado de forma leviana ou legalista. Que seja mais debatido, refletido, e as leituras e direções pautadas nas Escrituras, na boa tradição evangélica e na sabedoria, e que venham a abençoar os pastores que militam no ministério do evangelho.

Lista bibliográfica de material para encorajamento e apoio a pastores

Baxter, Richard. Manual pastoral de discipulado. Trad. Elizabeth Gomes. São Paulo: Cultura Cristã, 2008.
Baxter, Richard. Superando a tristeza e a depressão com a fé. São Paulo: Arte Editorial, 2008. 
Deus, Pérsio Ribeiro Gomes de. “Um estudo da depressão em pastores protestantes”. Revista ciências da religião – história e sociedade, v. 7, n.º 1. São Paulo: Universidade Presbiteriana Mackenzie, 2009.
Harvey, David. Eu sou chamado: a vocação para o ministério pastoral. São José dos Campos: Fiel, 2013.
Lloyd-Jones, D. M. Depressão espiritual. São Paulo: PES, 1996.
Murray, David. Crente também tem depressão. Recife: Os Puritanos/Clire, 2012. 
Patrick, Darrin. O plantador de igreja. São Paulo: Vida Nova, 2013.
Piper, John. Irmãos, nós não somos profissionais: um apelo aos pastores para terem um ministério radical. São Paulo: Shedd Publicações, 2009.
Piper, John. Os cisnes não estão silenciosos. São Paulo: Shedd Publicações, 3 vols., 2002-2010.
Vargens, Renato. Feridos na batalha. Niterói: Scrittura Editora, 2011.

_____________________
1http://www.cristianismohoje.com.br/materias/igreja/pastores-feridos. Acesso em 07/10/2014.
2Vargens, Renato. Feridos na batalha. Niterói: Scrittura Editora, 2011.
3Baxter, Richard. Manual pastoral de discipulado. Trad. Elizabeth Gomes. São Paulo: Cultura Cristã, 2008.
4O autor deste artigo escreveu algumas postagens sobre este tema em seu blog pessoal: http://juandepaula.blogspot.com.br/2012/04/ministerio-pastoral-tem-que-ser-tempo.html, http://juandepaula.blogspot.com.br/2012/04/ministerio-pastoral-tem-que-ser-tempo_12.html, http://juandepaula.blogspot.com.br/2012/04/ministerio-pastoral-tem-que-ser-tempo_17.html e http://juandepaula.blogspot.com.br/2012/04/ministerio-pastoral-tem-que-ser-tempo_18.html 
5Ponto salientado em e-mail pessoal com o autor do artigo.
6Deus, Pérsio Ribeiro Gomes de. “Um estudo da depressão em pastores protestantes”. Revista ciências da religião – história e sociedade, vol. 7, n.º 1. São Paulo: Universidade Presbiteriana Mackenzie. 2009, p. 199.
7Palestra Plantando e pastoreando igrejas missionais em http://www.youtube.com/watch?v=kOQsN9a_ROI&spfreload=1#
8http://voltemosaoevangelho.com/blog/2013/05/falsas-conversoes-o-suicidio-da-igreja-mark-dever-pregacao-completa/. Acesso em 08/10/2014.
9Uma excelente literatura que aborda esse fenômeno é Wagner, Glenn. Igreja S.A: dando adeus à igreja-empresa e recuperando o sentido da igreja-rebanho. São Paulo: Vida, 2001 (esgotado).
10www.vidanova.com.br
11www.editorafiel.com.br
12http://www.desiringgod.org/articles/john-pipers-upcoming-leave. Acesso em 07/10/2014.
13http://voltemosaoevangelho.com/blog/2014/03/pode-um-crente-ter-depressao/. Acesso em 08/10/2014.
14Murray, David. Crente também tem depressão. Recife: Os Puritanos/Clire, 2012, p. 17.
15Baxter, Richard. Superando a tristeza e a depressão com a fé. São Paulo: Arte Editorial, 2008, p. 26.
16Lloyd-Jones, D. M. Depressão espiritual. São Paulo: PES, 1996, p. 17. Lloyd-Jones trabalha especificamente a relação da depressão com a vida espiritual. O livro anteriormente citado de Davi Murray já trabalha um diálogo maior com as ciências como a psiquiatria, medicina e a psicologia, ainda que afirme sua vocação como pastor e teólogo e recorra a fontes e autoridades de outras áreas do saber quando necessário, chamando de “luz da natureza”. Richard Baxter também demonstra em seu livro, ao encorajar cristãos com depressão, um diálogo com a ciência no século 17.
17Murray, op cit., p. 35.
18http://www.adoteumpastor.com.br/ 




Teologia Brasielira
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